17.12.11

Dez anos é muito tempo ou nada


Folheando o Divas & Contrabaixos, revi um post escrito em Março de 2007 que me fez pensar novamente no destino das mais de 300 obras de arte cedidas à Câmara Municipal de Aveiro pelo Instituto das Artes (SEC).

"Esta colecção, tutelada pelo Instituto das Artes, foi construída ao longo de várias décadas no âmbito de uma política de aquisições, orientada então pela Direcção Geral de Acção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura...". 

Já não recordo os detalhes do protocolo estabelecido (que envolve também a Universidade de Aveiro) mas sei que durante 10 anos a autarquia pode expor, dar a conhecer, reflectir, dinamizar, celebrar a arte utilizando esse acervo. A maior parte da população não saberá/esqueceu da existência dessas centenas de pinturas, fotografias e esculturas. Realizaram-se duas mostras (não eram exposições!), sendo a primeira a que evoco no referido post. 
Eu quis acreditar! Participei em tertúlias esclarecedoras! Entretanto, é possível, aqui e ali, apreciar algumas das obras: na nova estação de caminho de ferro há umas fotografias (já deterioradas), no Teatro Aveirense estão expostos dois ou três quadros, nos gabinetes dos vereadores encontram-se outras tantas (é um ultraje!). Parece-me que estamos muito distantes dos objectivos definidos pelo Professor António Pedro Pita (então Director da Delegação Regional de Cultura do Centro) mas talvez a CMA esteja a fazer um extraordinário trabalho de bastidores. Como cidadã, eu gostaria de ser informada sobre o paradeiro e projectos desenvolvidos/em estudo relacionados com esse acervo.

Não deixa de ser curioso lembrar também que o "Projecto da Avenida de Arte Contemporânea" foi o grande tema de discussão no primeiro mandato da actual coligação. Esse seria o futuro da Avenida Lourenço Peixinho!

Nada se cumpriu! Mas como poderia esta autarquia propor um pensamento sobre a própria arte ou conduzir a uma análise crítica da teoria visual! Já ninguém cai em enganos! O problema é que o tempo passa. Dez anos é muito tempo ou nada.       

25.11.11

Outono ' 71

...no Outono de 1971...cinco obras primas da música portuguesa!

Em Aveiro, no Mercado Negro, 30 de Novembro, 21h 30m.
Organização do Núcleo da Região de Aveiro da ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO.

14.11.11

Aveiro em 1930 (vídeo)


Ficha Técnica:
Empresa Nacional de Publicidade - Companhia Produtora
Portugal, 1930
Género: documentário
Duração: 00:27:46, 18 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som

Centro Documental Digital do Museu da Cidade aberto ao público

«Está a partir de hoje em funcionamento, no Museu da Cidade de Aveiro, o Centro Documental Digital do Museu da Cidade.

O Centro Documental Digital do Museu da Cidade está instalado no Museu da Cidade. Este núcleo pode ser consultado por investigadores, estudantes e público em geral, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

No âmbito da investigação e da necessidade do conhecimento do passado aveirense por parte de investigadores, estudantes e do público em geral, foi criado o Centro de Documentação Digital no Museu da Cidade. O centro de documentação permite a pesquisa de cartografia antiga (desde a época da muralha ao ano de 1931) e os vários ante-planos e planos de ordenamento do território do Concelho de Aveiro, (ante-plano de urbanização de 1948 e de 1960 ambos da autoria de Maria José Marques da Silva Martins e de David Moreira da Silva; Plano Director Municipal – PDM - de Aveiro de 1964 da autoria de Robert Auzelle e actual PDM publicado em 1995).

Integrado no inventário da Carta do Património Cultural que se encontra ainda em desenvolvimento, poderá já ser feita a consulta da cartografia referente a algumas Freguesias do Concelho de Aveiro que se encontram inventariadas. No intuito de dar continuidade ao espólio fotográfico da imagoteca, poderá consultar as fotografias de actividades e acontecimentos desenvolvidos pelo Museu da Cidade na actualidade. Ainda neste espaço, as exposições no Museu da Cidade e Museu Arte Nova poderão ser "revividas" através do espólio fotográfico.»

13.11.11

O Primeiro discurso do Porto Pireu

José Estêvão foi um notável jornalista, político e orador parlamentar português, sendo durante o período de 1836 a 1862 a figura dominante da oposição de esquerda na Câmara dos Deputados. Um discurso que ele fez na Assembleia Constituinte foi registado em vinil pelo voz de José de Castro. Esta é a contracapa do disco.

Discurso de José Estêvão dito por José de Castro
- O Primeiro discurso do Porto Pireu, 1840.

A Situação D' Aveiro

‎"A Situação D' Aveiro"

Um desenho de Columbano Bordalo Pinheiro que retrata José Estêvão Coelho de Magalhães (Aveiro, 26 de Dezembro de 1809 — Lisboa, 4 de Novembro de 1862), mais conhecido por José Estêvão. Retirado da obra de Columbano, "Pontos nos iii" (1887).

4.11.11

Aveiro em 1927 (vídeo)

Ficha Técnica:
Invicta Film (1917-1931) - Companhia Produtora
Portugal, 1927
Género: documentário
Duração: 00:03:21, 16 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som

3.10.11

X Bienal de Cerâmica de Aveiro (2)

____e afinal a polémica é outra e esta é mais séria! LAMENTÁVEL!

Leiam o blogue de SOFIA BEÇA, uma das artistas representadas e premiadas este ano:

«A senhora vereadora da cultura, para além de ter o cargo politico da câmara municipal de Aveiro, também é "criadora" e até dá um nome à sua criatividade "Monstros". Pois bem, passo a transcrever um texto:
"Tendo em conta a reutilização de grandes electrodomésticos colocados no lixo, ou seja, os designados "monstros", a Vereadora do Pelouro da Cultura, Maria da Luz Nolasco, decidiu fazer o reaproveitamento de algum desse material para ficarem como suporte das peças da Bienal. Como são lixo, os tais "monstros" que as pessoas não precisam e estão na lixeira disponíveis, foram transformados e constituem os suportes que sustentam os objectos de arte num espaço museológico.(...)."
Pois foi isto que vi, uma exposição de eletrodomésticos, intitulada "Monstros", pintados de amarelo, azul e roxo. Uns ao alto, outros deitados, os frigoríficos com luzes florescentes dentro. Temos de tudo por lá. Criatividade não falta ali.

O problema desta senhora é que tinha outra exposição para inaugurar, ou seja as obras seleccionadas da Bienal. Portanto, nada melhor que "decorar" com esses trabalhos a sua exposição. Temos peças tridimencionais dentro de frigoríficos (portanto só se podem ver de um lado), peças em cima de fogões, que me fizeram recordar os anos 50 e 60 quando a donas de casa acabavam de limpar os fogões e os fechavam decorando com um paninho e uma jarrinha de flores de plástico. Televisões com os "tarecos" em cima......Sim, foi isso mesmo que eu vi. As obras de cerâmica de todos os autores são tratadas como "tarecos". (...)
Infelizmente, no regulamento da bienal diz que não se podem retirar as obras até ao encerramento da mesma, porque se não eu tinha retirado o meu trabalho dali. Tenho vergonha de ter participado numa bienal que pensava ser séria e respeitosa. Vergonha de ter uma foto do meu trabalho no catálogo, vergonha de ter recebido uma menção honrosa, perdão, menção horrorosa

30.9.11

X Bienal de Cerâmica de Aveiro

Eu bem digo que não há Bienal de Cerâmica que corra bem nesta cidade (ou não fazem divulgação, ou não pagam os prémios aos artistas,...), mas a polémica deste ano ultrapassa-me! Adorei a reacção das peixeiras e da vereadora (que vai chamar a artista para explicar a peça)*!


Consultem aqui os horários e locais das várias exposições e actividades associadas a este evento.

Artistas que também vão expor em diferentes espaços: Alberto Miranda, Cecília de Sousa, Emília Viana, Heitor Figueiredo, Jesus Castañon Loché, João Carqueijeiro, Ossama Emam, Rogério Abreu, Sofia Beça, Rute Marcão, Virgínia Fróis e Zé Augusto.

23.9.11

Dançar Cidade

A empresa municipal TEMA que gere o Teatro Aveirense nomeou (aleluia!) Daniel Tércio como Consultor Artístico e responsável pela orientação programática dos espectáculos no Teatro Aveirense e já informou o Executivo da decisão. Quem é Daniel Tércio?

Gosto deste "auto.retrato": «Mentira que Daniel Tércio seja descendente do famoso arquitecto renascentista Terzi, a quem se ficou a dever o torreão do Pado da Ribeira, derrubado com o terramoto de 1755. Tércio, Daniel — de seu nome completo, Daniel Tércio Ramos Guimarães — nasceu quatro anos depois do meio do Século XX e foi cursando esta vida com moderadas convicções. No entanto, chegou a ser maoísta no período dos excessos revolucionários — escondia os "Argonautas" dos olhos dos camaradas, e dirigiu um jornal radical em Aveiro. No capítulo dos estudos, andou pela Filosofia, ancorou na Pintura e aportou na História da Arte. Em 1983, na sequência da indicação do júri do prémio Caminho para literatura de Ficção Científica, publicou A VOCAÇÃO DO CÍRCULO, na falecida colecção Mamute. Em 1993, na colecção Caminho de Bolso, juntava estas e outras histórias inéditas num livro intitulado "O Demónio de Maxwel". Foi ainda um dos autores da novíssima ficção científica Portuguesa e Brasileira antologiados em O ATLÂNTICO TEM DUAS MARGENS. Em 1995, como escritor convidado pelo Instituto Franco-Português, orientou ateliers de escrita criativa com alunos de escolas secundárias; daqui resultaram dois contos, A ERA DO AQUÁRIO e a A CLEPSIDRA DE CRONOS, publicados pela Editorial Contexto. Pelo meio, ficaram projectos (frustrados) de argumentos para cinema e televisão, e uma carreira académica, que não vem ao caso.»

___Mas vem ao caso tudo o que seja indicador de competência e resiliência. Mais informação então. Ao novo "Consultor", rogo o maior sucesso!

6.9.11

Mário Sacramento

Mário Sacramento marcou a vida cultural e política de Portugal entre a década de 40 e 60 do século XX. Médico, Ensaísta e Activista Político (5 detenções durante ditadura) foi sempre uma voz livre. Em "Sementes de Liberdade", tese de Eunice Voulliot apresentada na Sorbonne, descobre-se o homem e o combate no seu Tempo. O filme de José António Paradela é um belíssimo testemunho sobre Mário Sacramento, feito a partir da obra citada.

Alboi - Um Canto de Mundo

Referência na RTP ao filme do Joaquim Pavão. O Alboi e seus moradores. Uma Câmara cega e surda.

Aveiro na tv

Doc «O Humor e a Cidade» - Neste episódio, José de Pina viaja até Aveiro.