18.9.12

Aveiro acordou!

MANIFESTAÇÃO DE 15 DE SETEMBRO DE 2012

Impressionante e emocionante a manifestação em Aveiro! Dizem-me que os números da PSP apontam para cerca de 10000 pessoas. É muita gente para esta cidade! Mas sobretudo, a certeza de estar rodeada de gente grande! Não eram miúdos a querer fazer festa, eram adultos, pais e avós de família, indignados e absolutamente motivados e convictos neste dizer NÃO, neste gritar BASTA! O episódio do jovem que se imolou foi lamentável (e terá sido, afinal, um acidente e não uma forma de protesto). Claro, havia jovens também, e ainda bem! E sim, uns ratos de extrema direita e extrema esquerda a acenar umas bandeiras. Mas que isso não manche o que foi esta manifestação: um protesto massivo mas pacífico de gente de bem que deseja o Bem Comum!
 

4.8.12

Estúdio Performas

Ao Filipe Pereira, do Estúdio Performas, eu agradeço a colaboração em projectos como o do "Silêncio" (2010) e a coragem de ter persisitido e ousado numa cidade tão conservadora como Aveiro. Vamos perder mais um espaço cultural na/da cidade.

(...)
Para trás fica uma actividade que, segundo Filipe Pereira, privilegiou o “apoio à experimentação artística”, através de laboratórios ou residências artísticas. “Demos um impulso muito significativo à consolidação ou ao aparecimento de projectos locais”, avalia. É esse “vazio” que Aveiro poderá ter mais dificuldade em preencher. “Sítios para espectáculos há outros na região. Mas o nosso trabalho mais importante, apesar de não ter tanta visibilidade pública, foi o apoio aos artistas de Aveiro”.
A “pequena comunidade artística” local “merece condições” para evoluir e para se expandir. “Uma parte dos nossos artistas já saiu da cidade”, empobrecendo o panorama cultural local, avisa.
“Ao longo dos últimos quatro anos levámos a cabo um projecto muito ambicioso de programação e produção artística e desenvolvimento de público para as artes contemporâneas, com especial incidência nos domínios das artes performativas”, descreveu ao Diário de Aveiro. Concebido como um “espaço de cidadania”, o Performas “deixou de ter condições para continuar”.
Embora sem entrar em detalhes, Filipe Pereira deixa perceber que foram problemas financeiros que ditaram o fim do projecto. Os apoios do Ministério da Cultura sofreram “grandes cortes” nos últimos anos, o que abalou a viabilidade do Performas.
Localmente, a instituição nunca contou com grandes apoios, queixa-se o director artístico. “A Câmara existe?”, pergunta.
A actuação do Teatro Aveirense também deixa muito a desejar, lamenta. “Aveiro merecia um teatro municipal”, atira. “Tem um? Está a dar-me uma novidade”. E acrescenta: “Existe em Aveiro um ambiente hostil ao desenvolvimento artístico, que é visto como subversivo e que é boicotado de forma explícita”.»

30.7.12

Espectáculo de Luis Pastor

Ontem, no palco da FARAV, Luis Pastor! Por gentileza e vontade de partilhar alegria, à festa juntaram-se alguns músicos que tinham estado no Tom de Festa, evento organizado pela ACERT Tondela: Lourdes Guerra, Uxía Senlle e a Zeca Medeiros! ...Parabéns ao Rui Oliveira pela interpretação fabulosa de uma canção de Zeca Afonso, fonte de inspiração de todos os músicos presentes.

Pena que a divulgação do evento não tenha estado à altura dos artistas convidados. A CMA, sempre, a fazer o esforço mínimo... Sorte a de quem por lá passou! A noite estava fria mas tornou-se mágica!

FARAV

27.7.12

Diogo Carvalho, estamos contigo!

Diogo Carvalho do Galitos Aveiro, o melhor nadador nacional, competirá nas provas de 400 e 200 m estilos nos Jogos Olímpicos de Londres. As eliminatórias terão lugar já neste sábado, dia 28-07, e no dia 1-08.



Fotos (inferiores) de MRF
Clube dos Galitos, Aveiro

26.7.12

Preservação do barreiro da fábrica Jerónimo Pereira Campos

Apelo do Prof. Galopim de Carvalho pela preservação do barreiro da fábrica Jerónimo Pereira Campos:

"Estas argilas são sedimentos muito finos trazidos por via fluvial e acumulados numa área plana, próxima do mar, que caracterizou toda esta ...
região, no final da Era dos Répteis, mais precisamente, no topo do Cretácico, há cerca de 70 a 65 milhões de anos.

No seio destas argilas foram encontrados fósseis animais e vegetais, que nos permitem reconstituir uma paisagem tropical, alagadiça, onde, entre outros, viveram dinossáurios, crocodilos, tartarugas e peixes de grandes dimensões.(...)

O barreiro em causa é o único e último testemunho, na região, desse tempo antigo, imediatamente anterior à grande extinção que marcou o fim da Era Mesozóica e o começo dos tempos modernos, com grandes mudanças no clima, na flora e na fauna. (...)
Reafirmo o significado pedagógico e cultural deste património geológico e paleontológico que, para além desse nível de importância, acumula o grande significado que teve como fonte da matéria-prima que deu azo à edificação do belo imóvel fabril, com o qual se conjuga lógica e harmoniosamente. (…)
O barreiro, cuja desejável musealização se limita, praticamente, à limpeza do escarpado, a fim de evidenciar as camadas de argila,e ao ajardinamento e embelezamento do “lago” que ali se formou (em resultado da lavra), ainda ali se conserva, parcialmente oculto, mas intacto. Só falta vontade política de o transformar num pólo de atracção cultural e pedagógica associado ao magnífico Centro Cultural e de Congressos."

Prof. Galopim de Carvalho, Lisboa, 27 de Junho de 2012
__________________

Barreiro nos anos 60 do século XX. Foto de Carlos Romariz
Foto do Prof. António Correia, obtida em 26 de Junho de 2012

3.6.12

Crónica de um desmoronamento (maior) anunciado

O casario da rua de Luis Cipriano está a resistir há muito tempo ao abandono. A situação de degradação agrava-se de ano para ano. Fica no centro da cidade, entre a Praça da República e a Rua Batalhão de Caçadores Dez. O interior de várias casas já ruiu, já houve um incêndio, já houve ocupas, agora deve haver outros sistemas ecológicos em formação. Há anos e anos que é assim. Só falta assistir ao desmoronamento das paredes exteriores. E lá chegaremos! É claro que a culpa já anda solteira e assim vai morrer!

Rua de Luis Cipriano (ver link)
Fotos MRF, 1 de Junho 2012

12.5.12

Quarto com vista para a cidade de Aveiro___ e para a Procissão de Santa Joana

No Dia da Cidade, feriado municipal, à hora marcada, as ruas enchem-se para ver passar a Santa Padroeira, entre irmandades, bombeiros, bandas, escuteiros e entidades protocolares. A organização da Procissão é da responsabilidade da Irmandade de Santa Joana.
Fotos MRF

11.5.12

Quando viver for recordar...

Uma imagem que corre o risco de passar à história...

Canal Central, Abril 2010

Ontem atravessei a "Ponte do Laço" #6

Não foi bem ontem. Mas não faz mal...


Telhados #2

Rua Batalhão de Caçadores Dez

Telhados #1

Azulejos #11

Bairro da Beira-mar

Azulejos #10

Bairro da Beira-mar

Azulejos #9

Capela de S. Gonçalinho

Ofícios #5


7.2.12

Promessas, Senhor Presidente?

A pequena reportagem da Sic centrada na polémica à volta da ponte pedonal sobre o Canal Central sabe mesmo a pouco... Em 10 anos, esta autarquia não fez praticamente NADA que contribuísse para o desenvolvimento de Aveiro (na verdade, retirou valências à cidade) e o que faz NINGUÉM quer que faça! Quanto ao Presidente da CMA, deveria preocupar-se com as promessas eleitorais, de facto...

Aguardamos "a concretização da Carta Educativa do Concelho de Aveiro". No que diz respeito à política cultural, continuamos à espera d' "o incentivo à criação artística, a preservação e a promoção do património cultural, o apoio ao associativismo e aos movimentos cívicos culturais, o estímulo ao recurso às novas tecnologias de informação e comunicação no processo criativo e, ainda, a promoção da multiculturalidade". Lembram-se do desastre que foi a última (e parece que foi mesmo a última) Bienal de Cerâmica? Há quem não constate o afundamento do TA? A propósito, não era em Janeiro que seria admitido finalmente um director? Em Setembro de 2011, líamos nos jornais: "A empresa municipal TEMA que gere o Teatro Aveirense nomeou Daniel Tércio como Consultor Artístico e responsável pela orientação programática dos espectáculos no Teatro Aveirense e já informou o Executivo da decisão". Por onde anda Daniel Tércio!
Mas há mais... Depois de tantos estudos, o que mudou na Av. Lourenço Peixinho? Querem rir? Eis a promessa: "Os meios a mobilizar (para a requalificação urbana da Avenida) serão os que respondam aos princípios definidos, lembrando que a qualificação deste espaço público e a sua vocação social muito vão beneficiar com a divulgação do acervo de arte moderna, no âmbito da Avenida de Arte Contemporânea de Aveiro". Acervo, disseram acervo? Qual foi o destino das mais de 300 obras de arte cedidas à Câmara Municipal de Aveiro pelo Instituto das Artes (SEC) em 2007? Continuam (uma boa parte, sem dúvida) nos gabinetes dos vereadores?
Vale a pena evocar o "cumprimento do Plano de Saneamento Financeiro, acompanhado por um programa de Desenvolvimento Económico"? Acho que não!

Enfim, promessas! Já agora, continuamos sem a piscina municipal (além do terreno onde ainda está implantada e abandonada) e sem as receitas dessa venda (realizada numa madrugada cada vez mais longínqua ___ )(resultados do inquérito, caro Ministério Público?) . O Dr. Élio Maia não quererá pedir fundos comunitários para uma nova piscina? Eu acho que tem a responsabilidade (i)moral de o fazer!

17.12.11

Dez anos é muito tempo ou nada


Folheando o Divas & Contrabaixos, revi um post escrito em Março de 2007 que me fez pensar novamente no destino das mais de 300 obras de arte cedidas à Câmara Municipal de Aveiro pelo Instituto das Artes (SEC).

"Esta colecção, tutelada pelo Instituto das Artes, foi construída ao longo de várias décadas no âmbito de uma política de aquisições, orientada então pela Direcção Geral de Acção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura...". 

Já não recordo os detalhes do protocolo estabelecido (que envolve também a Universidade de Aveiro) mas sei que durante 10 anos a autarquia pode expor, dar a conhecer, reflectir, dinamizar, celebrar a arte utilizando esse acervo. A maior parte da população não saberá/esqueceu da existência dessas centenas de pinturas, fotografias e esculturas. Realizaram-se duas mostras (não eram exposições!), sendo a primeira a que evoco no referido post. 
Eu quis acreditar! Participei em tertúlias esclarecedoras! Entretanto, é possível, aqui e ali, apreciar algumas das obras: na nova estação de caminho de ferro há umas fotografias (já deterioradas), no Teatro Aveirense estão expostos dois ou três quadros, nos gabinetes dos vereadores encontram-se outras tantas (é um ultraje!). Parece-me que estamos muito distantes dos objectivos definidos pelo Professor António Pedro Pita (então Director da Delegação Regional de Cultura do Centro) mas talvez a CMA esteja a fazer um extraordinário trabalho de bastidores. Como cidadã, eu gostaria de ser informada sobre o paradeiro e projectos desenvolvidos/em estudo relacionados com esse acervo.

Não deixa de ser curioso lembrar também que o "Projecto da Avenida de Arte Contemporânea" foi o grande tema de discussão no primeiro mandato da actual coligação. Esse seria o futuro da Avenida Lourenço Peixinho!

Nada se cumpriu! Mas como poderia esta autarquia propor um pensamento sobre a própria arte ou conduzir a uma análise crítica da teoria visual! Já ninguém cai em enganos! O problema é que o tempo passa. Dez anos é muito tempo ou nada.       

25.11.11

Outono ' 71

...no Outono de 1971...cinco obras primas da música portuguesa!

Em Aveiro, no Mercado Negro, 30 de Novembro, 21h 30m.
Organização do Núcleo da Região de Aveiro da ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO.

14.11.11

Aveiro em 1930 (vídeo)


Ficha Técnica:
Empresa Nacional de Publicidade - Companhia Produtora
Portugal, 1930
Género: documentário
Duração: 00:27:46, 18 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som

Centro Documental Digital do Museu da Cidade aberto ao público

«Está a partir de hoje em funcionamento, no Museu da Cidade de Aveiro, o Centro Documental Digital do Museu da Cidade.

O Centro Documental Digital do Museu da Cidade está instalado no Museu da Cidade. Este núcleo pode ser consultado por investigadores, estudantes e público em geral, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

No âmbito da investigação e da necessidade do conhecimento do passado aveirense por parte de investigadores, estudantes e do público em geral, foi criado o Centro de Documentação Digital no Museu da Cidade. O centro de documentação permite a pesquisa de cartografia antiga (desde a época da muralha ao ano de 1931) e os vários ante-planos e planos de ordenamento do território do Concelho de Aveiro, (ante-plano de urbanização de 1948 e de 1960 ambos da autoria de Maria José Marques da Silva Martins e de David Moreira da Silva; Plano Director Municipal – PDM - de Aveiro de 1964 da autoria de Robert Auzelle e actual PDM publicado em 1995).

Integrado no inventário da Carta do Património Cultural que se encontra ainda em desenvolvimento, poderá já ser feita a consulta da cartografia referente a algumas Freguesias do Concelho de Aveiro que se encontram inventariadas. No intuito de dar continuidade ao espólio fotográfico da imagoteca, poderá consultar as fotografias de actividades e acontecimentos desenvolvidos pelo Museu da Cidade na actualidade. Ainda neste espaço, as exposições no Museu da Cidade e Museu Arte Nova poderão ser "revividas" através do espólio fotográfico.»

13.11.11

O Primeiro discurso do Porto Pireu

José Estêvão foi um notável jornalista, político e orador parlamentar português, sendo durante o período de 1836 a 1862 a figura dominante da oposição de esquerda na Câmara dos Deputados. Um discurso que ele fez na Assembleia Constituinte foi registado em vinil pelo voz de José de Castro. Esta é a contracapa do disco.

Discurso de José Estêvão dito por José de Castro
- O Primeiro discurso do Porto Pireu, 1840.

A Situação D' Aveiro

‎"A Situação D' Aveiro"

Um desenho de Columbano Bordalo Pinheiro que retrata José Estêvão Coelho de Magalhães (Aveiro, 26 de Dezembro de 1809 — Lisboa, 4 de Novembro de 1862), mais conhecido por José Estêvão. Retirado da obra de Columbano, "Pontos nos iii" (1887).

4.11.11

Aveiro em 1927 (vídeo)

Ficha Técnica:
Invicta Film (1917-1931) - Companhia Produtora
Portugal, 1927
Género: documentário
Duração: 00:03:21, 16 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som

3.10.11

X Bienal de Cerâmica de Aveiro (2)

____e afinal a polémica é outra e esta é mais séria! LAMENTÁVEL!

Leiam o blogue de SOFIA BEÇA, uma das artistas representadas e premiadas este ano:

«A senhora vereadora da cultura, para além de ter o cargo politico da câmara municipal de Aveiro, também é "criadora" e até dá um nome à sua criatividade "Monstros". Pois bem, passo a transcrever um texto:
"Tendo em conta a reutilização de grandes electrodomésticos colocados no lixo, ou seja, os designados "monstros", a Vereadora do Pelouro da Cultura, Maria da Luz Nolasco, decidiu fazer o reaproveitamento de algum desse material para ficarem como suporte das peças da Bienal. Como são lixo, os tais "monstros" que as pessoas não precisam e estão na lixeira disponíveis, foram transformados e constituem os suportes que sustentam os objectos de arte num espaço museológico.(...)."
Pois foi isto que vi, uma exposição de eletrodomésticos, intitulada "Monstros", pintados de amarelo, azul e roxo. Uns ao alto, outros deitados, os frigoríficos com luzes florescentes dentro. Temos de tudo por lá. Criatividade não falta ali.

O problema desta senhora é que tinha outra exposição para inaugurar, ou seja as obras seleccionadas da Bienal. Portanto, nada melhor que "decorar" com esses trabalhos a sua exposição. Temos peças tridimencionais dentro de frigoríficos (portanto só se podem ver de um lado), peças em cima de fogões, que me fizeram recordar os anos 50 e 60 quando a donas de casa acabavam de limpar os fogões e os fechavam decorando com um paninho e uma jarrinha de flores de plástico. Televisões com os "tarecos" em cima......Sim, foi isso mesmo que eu vi. As obras de cerâmica de todos os autores são tratadas como "tarecos". (...)
Infelizmente, no regulamento da bienal diz que não se podem retirar as obras até ao encerramento da mesma, porque se não eu tinha retirado o meu trabalho dali. Tenho vergonha de ter participado numa bienal que pensava ser séria e respeitosa. Vergonha de ter uma foto do meu trabalho no catálogo, vergonha de ter recebido uma menção honrosa, perdão, menção horrorosa

30.9.11

X Bienal de Cerâmica de Aveiro

Eu bem digo que não há Bienal de Cerâmica que corra bem nesta cidade (ou não fazem divulgação, ou não pagam os prémios aos artistas,...), mas a polémica deste ano ultrapassa-me! Adorei a reacção das peixeiras e da vereadora (que vai chamar a artista para explicar a peça)*!


Consultem aqui os horários e locais das várias exposições e actividades associadas a este evento.

Artistas que também vão expor em diferentes espaços: Alberto Miranda, Cecília de Sousa, Emília Viana, Heitor Figueiredo, Jesus Castañon Loché, João Carqueijeiro, Ossama Emam, Rogério Abreu, Sofia Beça, Rute Marcão, Virgínia Fróis e Zé Augusto.

23.9.11

Dançar Cidade

A empresa municipal TEMA que gere o Teatro Aveirense nomeou (aleluia!) Daniel Tércio como Consultor Artístico e responsável pela orientação programática dos espectáculos no Teatro Aveirense e já informou o Executivo da decisão. Quem é Daniel Tércio?

Gosto deste "auto.retrato": «Mentira que Daniel Tércio seja descendente do famoso arquitecto renascentista Terzi, a quem se ficou a dever o torreão do Pado da Ribeira, derrubado com o terramoto de 1755. Tércio, Daniel — de seu nome completo, Daniel Tércio Ramos Guimarães — nasceu quatro anos depois do meio do Século XX e foi cursando esta vida com moderadas convicções. No entanto, chegou a ser maoísta no período dos excessos revolucionários — escondia os "Argonautas" dos olhos dos camaradas, e dirigiu um jornal radical em Aveiro. No capítulo dos estudos, andou pela Filosofia, ancorou na Pintura e aportou na História da Arte. Em 1983, na sequência da indicação do júri do prémio Caminho para literatura de Ficção Científica, publicou A VOCAÇÃO DO CÍRCULO, na falecida colecção Mamute. Em 1993, na colecção Caminho de Bolso, juntava estas e outras histórias inéditas num livro intitulado "O Demónio de Maxwel". Foi ainda um dos autores da novíssima ficção científica Portuguesa e Brasileira antologiados em O ATLÂNTICO TEM DUAS MARGENS. Em 1995, como escritor convidado pelo Instituto Franco-Português, orientou ateliers de escrita criativa com alunos de escolas secundárias; daqui resultaram dois contos, A ERA DO AQUÁRIO e a A CLEPSIDRA DE CRONOS, publicados pela Editorial Contexto. Pelo meio, ficaram projectos (frustrados) de argumentos para cinema e televisão, e uma carreira académica, que não vem ao caso.»

___Mas vem ao caso tudo o que seja indicador de competência e resiliência. Mais informação então. Ao novo "Consultor", rogo o maior sucesso!

6.9.11

Mário Sacramento

Mário Sacramento marcou a vida cultural e política de Portugal entre a década de 40 e 60 do século XX. Médico, Ensaísta e Activista Político (5 detenções durante ditadura) foi sempre uma voz livre. Em "Sementes de Liberdade", tese de Eunice Voulliot apresentada na Sorbonne, descobre-se o homem e o combate no seu Tempo. O filme de José António Paradela é um belíssimo testemunho sobre Mário Sacramento, feito a partir da obra citada.

Alboi - Um Canto de Mundo

Referência na RTP ao filme do Joaquim Pavão. O Alboi e seus moradores. Uma Câmara cega e surda.

Aveiro na tv

Doc «O Humor e a Cidade» - Neste episódio, José de Pina viaja até Aveiro.