7.2.12

Promessas, Senhor Presidente?

A pequena reportagem da Sic centrada na polémica à volta da ponte pedonal sobre o Canal Central sabe mesmo a pouco... Em 10 anos, esta autarquia não fez praticamente NADA que contribuísse para o desenvolvimento de Aveiro (na verdade, retirou valências à cidade) e o que faz NINGUÉM quer que faça! Quanto ao Presidente da CMA, deveria preocupar-se com as promessas eleitorais, de facto...

Aguardamos "a concretização da Carta Educativa do Concelho de Aveiro". No que diz respeito à política cultural, continuamos à espera d' "o incentivo à criação artística, a preservação e a promoção do património cultural, o apoio ao associativismo e aos movimentos cívicos culturais, o estímulo ao recurso às novas tecnologias de informação e comunicação no processo criativo e, ainda, a promoção da multiculturalidade". Lembram-se do desastre que foi a última (e parece que foi mesmo a última) Bienal de Cerâmica? Há quem não constate o afundamento do TA? A propósito, não era em Janeiro que seria admitido finalmente um director? Em Setembro de 2011, líamos nos jornais: "A empresa municipal TEMA que gere o Teatro Aveirense nomeou Daniel Tércio como Consultor Artístico e responsável pela orientação programática dos espectáculos no Teatro Aveirense e já informou o Executivo da decisão". Por onde anda Daniel Tércio!
Mas há mais... Depois de tantos estudos, o que mudou na Av. Lourenço Peixinho? Querem rir? Eis a promessa: "Os meios a mobilizar (para a requalificação urbana da Avenida) serão os que respondam aos princípios definidos, lembrando que a qualificação deste espaço público e a sua vocação social muito vão beneficiar com a divulgação do acervo de arte moderna, no âmbito da Avenida de Arte Contemporânea de Aveiro". Acervo, disseram acervo? Qual foi o destino das mais de 300 obras de arte cedidas à Câmara Municipal de Aveiro pelo Instituto das Artes (SEC) em 2007? Continuam (uma boa parte, sem dúvida) nos gabinetes dos vereadores?
Vale a pena evocar o "cumprimento do Plano de Saneamento Financeiro, acompanhado por um programa de Desenvolvimento Económico"? Acho que não!

Enfim, promessas! Já agora, continuamos sem a piscina municipal (além do terreno onde ainda está implantada e abandonada) e sem as receitas dessa venda (realizada numa madrugada cada vez mais longínqua ___ )(resultados do inquérito, caro Ministério Público?) . O Dr. Élio Maia não quererá pedir fundos comunitários para uma nova piscina? Eu acho que tem a responsabilidade (i)moral de o fazer!

17.12.11

Dez anos é muito tempo ou nada


Folheando o Divas & Contrabaixos, revi um post escrito em Março de 2007 que me fez pensar novamente no destino das mais de 300 obras de arte cedidas à Câmara Municipal de Aveiro pelo Instituto das Artes (SEC).

"Esta colecção, tutelada pelo Instituto das Artes, foi construída ao longo de várias décadas no âmbito de uma política de aquisições, orientada então pela Direcção Geral de Acção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura...". 

Já não recordo os detalhes do protocolo estabelecido (que envolve também a Universidade de Aveiro) mas sei que durante 10 anos a autarquia pode expor, dar a conhecer, reflectir, dinamizar, celebrar a arte utilizando esse acervo. A maior parte da população não saberá/esqueceu da existência dessas centenas de pinturas, fotografias e esculturas. Realizaram-se duas mostras (não eram exposições!), sendo a primeira a que evoco no referido post. 
Eu quis acreditar! Participei em tertúlias esclarecedoras! Entretanto, é possível, aqui e ali, apreciar algumas das obras: na nova estação de caminho de ferro há umas fotografias (já deterioradas), no Teatro Aveirense estão expostos dois ou três quadros, nos gabinetes dos vereadores encontram-se outras tantas (é um ultraje!). Parece-me que estamos muito distantes dos objectivos definidos pelo Professor António Pedro Pita (então Director da Delegação Regional de Cultura do Centro) mas talvez a CMA esteja a fazer um extraordinário trabalho de bastidores. Como cidadã, eu gostaria de ser informada sobre o paradeiro e projectos desenvolvidos/em estudo relacionados com esse acervo.

Não deixa de ser curioso lembrar também que o "Projecto da Avenida de Arte Contemporânea" foi o grande tema de discussão no primeiro mandato da actual coligação. Esse seria o futuro da Avenida Lourenço Peixinho!

Nada se cumpriu! Mas como poderia esta autarquia propor um pensamento sobre a própria arte ou conduzir a uma análise crítica da teoria visual! Já ninguém cai em enganos! O problema é que o tempo passa. Dez anos é muito tempo ou nada.       

25.11.11

Outono ' 71

...no Outono de 1971...cinco obras primas da música portuguesa!

Em Aveiro, no Mercado Negro, 30 de Novembro, 21h 30m.
Organização do Núcleo da Região de Aveiro da ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO.

14.11.11

Aveiro em 1930 (vídeo)


Ficha Técnica:
Empresa Nacional de Publicidade - Companhia Produtora
Portugal, 1930
Género: documentário
Duração: 00:27:46, 18 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som

Centro Documental Digital do Museu da Cidade aberto ao público

«Está a partir de hoje em funcionamento, no Museu da Cidade de Aveiro, o Centro Documental Digital do Museu da Cidade.

O Centro Documental Digital do Museu da Cidade está instalado no Museu da Cidade. Este núcleo pode ser consultado por investigadores, estudantes e público em geral, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

No âmbito da investigação e da necessidade do conhecimento do passado aveirense por parte de investigadores, estudantes e do público em geral, foi criado o Centro de Documentação Digital no Museu da Cidade. O centro de documentação permite a pesquisa de cartografia antiga (desde a época da muralha ao ano de 1931) e os vários ante-planos e planos de ordenamento do território do Concelho de Aveiro, (ante-plano de urbanização de 1948 e de 1960 ambos da autoria de Maria José Marques da Silva Martins e de David Moreira da Silva; Plano Director Municipal – PDM - de Aveiro de 1964 da autoria de Robert Auzelle e actual PDM publicado em 1995).

Integrado no inventário da Carta do Património Cultural que se encontra ainda em desenvolvimento, poderá já ser feita a consulta da cartografia referente a algumas Freguesias do Concelho de Aveiro que se encontram inventariadas. No intuito de dar continuidade ao espólio fotográfico da imagoteca, poderá consultar as fotografias de actividades e acontecimentos desenvolvidos pelo Museu da Cidade na actualidade. Ainda neste espaço, as exposições no Museu da Cidade e Museu Arte Nova poderão ser "revividas" através do espólio fotográfico.»

13.11.11

O Primeiro discurso do Porto Pireu

José Estêvão foi um notável jornalista, político e orador parlamentar português, sendo durante o período de 1836 a 1862 a figura dominante da oposição de esquerda na Câmara dos Deputados. Um discurso que ele fez na Assembleia Constituinte foi registado em vinil pelo voz de José de Castro. Esta é a contracapa do disco.

Discurso de José Estêvão dito por José de Castro
- O Primeiro discurso do Porto Pireu, 1840.

A Situação D' Aveiro

‎"A Situação D' Aveiro"

Um desenho de Columbano Bordalo Pinheiro que retrata José Estêvão Coelho de Magalhães (Aveiro, 26 de Dezembro de 1809 — Lisboa, 4 de Novembro de 1862), mais conhecido por José Estêvão. Retirado da obra de Columbano, "Pontos nos iii" (1887).

4.11.11

Aveiro em 1927 (vídeo)

Ficha Técnica:
Invicta Film (1917-1931) - Companhia Produtora
Portugal, 1927
Género: documentário
Duração: 00:03:21, 16 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som

17.10.11

3.10.11

X Bienal de Cerâmica de Aveiro (2)

____e afinal a polémica é outra e esta é mais séria! LAMENTÁVEL!

Leiam o blogue de SOFIA BEÇA, uma das artistas representadas e premiadas este ano:

«A senhora vereadora da cultura, para além de ter o cargo politico da câmara municipal de Aveiro, também é "criadora" e até dá um nome à sua criatividade "Monstros". Pois bem, passo a transcrever um texto:
"Tendo em conta a reutilização de grandes electrodomésticos colocados no lixo, ou seja, os designados "monstros", a Vereadora do Pelouro da Cultura, Maria da Luz Nolasco, decidiu fazer o reaproveitamento de algum desse material para ficarem como suporte das peças da Bienal. Como são lixo, os tais "monstros" que as pessoas não precisam e estão na lixeira disponíveis, foram transformados e constituem os suportes que sustentam os objectos de arte num espaço museológico.(...)."
Pois foi isto que vi, uma exposição de eletrodomésticos, intitulada "Monstros", pintados de amarelo, azul e roxo. Uns ao alto, outros deitados, os frigoríficos com luzes florescentes dentro. Temos de tudo por lá. Criatividade não falta ali.

O problema desta senhora é que tinha outra exposição para inaugurar, ou seja as obras seleccionadas da Bienal. Portanto, nada melhor que "decorar" com esses trabalhos a sua exposição. Temos peças tridimencionais dentro de frigoríficos (portanto só se podem ver de um lado), peças em cima de fogões, que me fizeram recordar os anos 50 e 60 quando a donas de casa acabavam de limpar os fogões e os fechavam decorando com um paninho e uma jarrinha de flores de plástico. Televisões com os "tarecos" em cima......Sim, foi isso mesmo que eu vi. As obras de cerâmica de todos os autores são tratadas como "tarecos". (...)
Infelizmente, no regulamento da bienal diz que não se podem retirar as obras até ao encerramento da mesma, porque se não eu tinha retirado o meu trabalho dali. Tenho vergonha de ter participado numa bienal que pensava ser séria e respeitosa. Vergonha de ter uma foto do meu trabalho no catálogo, vergonha de ter recebido uma menção honrosa, perdão, menção horrorosa

30.9.11

X Bienal de Cerâmica de Aveiro

Eu bem digo que não há Bienal de Cerâmica que corra bem nesta cidade (ou não fazem divulgação, ou não pagam os prémios aos artistas,...), mas a polémica deste ano ultrapassa-me! Adorei a reacção das peixeiras e da vereadora (que vai chamar a artista para explicar a peça)*!


Consultem aqui os horários e locais das várias exposições e actividades associadas a este evento.

Artistas que também vão expor em diferentes espaços: Alberto Miranda, Cecília de Sousa, Emília Viana, Heitor Figueiredo, Jesus Castañon Loché, João Carqueijeiro, Ossama Emam, Rogério Abreu, Sofia Beça, Rute Marcão, Virgínia Fróis e Zé Augusto.

23.9.11

Dançar Cidade

A empresa municipal TEMA que gere o Teatro Aveirense nomeou (aleluia!) Daniel Tércio como Consultor Artístico e responsável pela orientação programática dos espectáculos no Teatro Aveirense e já informou o Executivo da decisão. Quem é Daniel Tércio?

Gosto deste "auto.retrato": «Mentira que Daniel Tércio seja descendente do famoso arquitecto renascentista Terzi, a quem se ficou a dever o torreão do Pado da Ribeira, derrubado com o terramoto de 1755. Tércio, Daniel — de seu nome completo, Daniel Tércio Ramos Guimarães — nasceu quatro anos depois do meio do Século XX e foi cursando esta vida com moderadas convicções. No entanto, chegou a ser maoísta no período dos excessos revolucionários — escondia os "Argonautas" dos olhos dos camaradas, e dirigiu um jornal radical em Aveiro. No capítulo dos estudos, andou pela Filosofia, ancorou na Pintura e aportou na História da Arte. Em 1983, na sequência da indicação do júri do prémio Caminho para literatura de Ficção Científica, publicou A VOCAÇÃO DO CÍRCULO, na falecida colecção Mamute. Em 1993, na colecção Caminho de Bolso, juntava estas e outras histórias inéditas num livro intitulado "O Demónio de Maxwel". Foi ainda um dos autores da novíssima ficção científica Portuguesa e Brasileira antologiados em O ATLÂNTICO TEM DUAS MARGENS. Em 1995, como escritor convidado pelo Instituto Franco-Português, orientou ateliers de escrita criativa com alunos de escolas secundárias; daqui resultaram dois contos, A ERA DO AQUÁRIO e a A CLEPSIDRA DE CRONOS, publicados pela Editorial Contexto. Pelo meio, ficaram projectos (frustrados) de argumentos para cinema e televisão, e uma carreira académica, que não vem ao caso.»

___Mas vem ao caso tudo o que seja indicador de competência e resiliência. Mais informação então. Ao novo "Consultor", rogo o maior sucesso!

6.9.11

Mário Sacramento

Mário Sacramento marcou a vida cultural e política de Portugal entre a década de 40 e 60 do século XX. Médico, Ensaísta e Activista Político (5 detenções durante ditadura) foi sempre uma voz livre. Em "Sementes de Liberdade", tese de Eunice Voulliot apresentada na Sorbonne, descobre-se o homem e o combate no seu Tempo. O filme de José António Paradela é um belíssimo testemunho sobre Mário Sacramento, feito a partir da obra citada.

Alboi - Um Canto de Mundo

Referência na RTP ao filme do Joaquim Pavão. O Alboi e seus moradores. Uma Câmara cega e surda.

Aveiro na tv

Doc «O Humor e a Cidade» - Neste episódio, José de Pina viaja até Aveiro.

4.9.10

Lauro Corado na Capitania

O lugar, a antiga Capitania do Porto de Aveiro, é luminoso, magnífico. A pintura de Lauro Corado, nascido em Aveiro em 1908, deixa-nos estupefactos. Um homem pintava assim «Duas infâncias» em 1940, «Meu pai, relojoeiro» em 1942, ...

Nos anos 50, fixamos os retratos pintados a óleo sobre madeira («Auto-retrato», 1951; «Retrato de minha mulher», 1958;...):

Nos anos 60 e 70, «Barco sem regresso» (1961), «Ferro de engomar», «Sesimbra - Na varanda» (1972), são obras que nos tocam pela modernidade, pelo olhar díspar e concentrado, pelo afecto que (sempre) transmitem:

A cidade que o viu nascer está presente no imaginário do pintor. Nesta exposição apresentam-se apenas «Marinas de Sal - Aveiro» (óleo sobre madeira, 1971) e «Retrato - Homem de Aveiro» (óleo sobre madeira), :


Aveiro, que possui há vários anos uma grande parte do espólio do pintor, ainda não foi capaz de criar a prometida "ala Lauro Corado" num museu da cidade. Devemos contentar-nos por agora com esta mostra de cerca de 20 obras. Não a percam. E atentem nos detalhes. «A sala de jantar», por exemplo, "esconde" outro quadro presente nesta exposição...


E quem poderá identificar o filho do pintor (óleo sobre tela de 1958), hoje um conhecido cineasta?




«Pintura a óleo» - Lauro Corado
Capitania de Aveiro
21-08-2010 a 12-09-2010
3ª-6ª: 14h00-18h00; Sab: 15h00-19h00 / 21h00-23h30; Dom: 15h00-19h00
Entrada: Entrada livre

19.7.10

Olha o passarinho!

A foto do passarinho caiu nas águas do Canal..., hoje voltaram a suspendê-la. Muito bem!

Mas digam-me que a antiga Capitania do Porto de Aveiro não vai passar a ter a fachada "poluída" com painéis publicitários! Digam-me, por favor...



Adenda (20-07): Esclarecimentos de Ana Campos Cruz (CMA) - «Trata-se de uma exposição de fotografias, de José Maria Pimentel. A exposição será inaugurada a 22 de Julho, pelas 22h00, no Cais da Fonte Nova. Tem uma abordagem muito inovadora, porquanto é a primeira vez que haverá fotografias expostas na água. Aqueles painéis foram colocados temporariamente, enquanto se procede à montagem/afixação das fotografias (irás ver, na fachada, belas fotos).»

22.6.10

Carlos Souto (1943-2010)

Difícil acreditar! Adorava o Engº Carlos Souto. Dia muito triste. Obrigada pelas conversas tão vivas e interessantes, pela boa disposição permanente, pela generosidade, pela cervejinha fresca há tão poucas semanas no Mercado Negro, pelas brincadeiras com as minhas filhas no Merendeiro, pelo dinamismo aquando da exposição de pintura no ciclo «Silêncio», obrigada mesmo! Encontrar alguém como o Engº Carlos Souto por essas ruas de Aveiro, com a sua boina, a sua presença imensa, era umas das razões que me fazia gostar desta cidade (por vezes tão cinzenta). Este é um dia muito triste.

[Foto tirada em Abril 2010]

Carlos Souto

[comunicação da Direcção AveiroArte]

«É com enorme tristeza e muito pesar que vos informamos que o nosso querido
Carlos Souto, menbro da Direcção desta associação, deixou de estar entre nós hoje,dia 21 de Junho de 2010.
A cerimónia fúnebre será realizada dia 23 de Junho, quarta-feira, pelas 11h15m na Misericórdia.
Penso que será da opinião de todos que foi uma grande perda para a nossa associação e para todos os Aveirenses.
Esperamos contar com todos para lhe deixarmos um último adeus.»

A Direcção AveiroArte

18.6.10

José Estêvâo

Passar pela praça, parar...

...para ler: «-para mim é um grande absurdo isto de religião da maioria. A religião é da consciência e na consciência não há maioria nem minoria...».

12.6.10

Museu de Aveiro expõe humidificadores!

Fotos tiradas a 13 de Maio. Há mais exemplares noutras salas...

O valor estimado da requalificação do Museu de Aveiro é de 5.080.669,00 euros mas o ar condicionado não funciona! Quando passar a funcionar, o gasto estimado do Museu de Aveiro com energia vai ser de 5.080.669,00 euros! Mas está tudo bem!

27.5.10

Petição pela discussão pública do Parque da Sustentabilidade (PdS)

Aveiro, 25 de Maio 2010

O PdS é um projecto de regeneração urbana da cidade de Aveiro que tem como principal objectivo criar um percurso verde estruturante que articula um conjunto de equipamentos que têm a ‘sustentabilidade’ como conceito âncora, pretendendo, ainda, ‘afirmar a cidade como um espaço de inovação, de competitividade, criando um espaço com renovado interesse para os munícipes e visitantes’.

Os conceitos que defende são generosos e pertinentes e o seu enquadramento institucional, que envolve 15 actores locais e nacionais (7 parceiros investidores), uma oportunidade.
Acontece que o PdS tem vindo a tomar forma sem que os cidadãos tenham sido adequadamente informados e envolvidos. Os projectos que constituem o PdS nunca foram alvo de qualquer explicação ou debate sobre as soluções projectuais que, entretanto, foram desenvolvidas.
Somente há poucos dias foi apresentada publicamente a proposta para o Bairro do Alboi que, à semelhança do que se passou com a Ponte Pedonal sobre o Cana Central, mereceu pública reprovação de muitos residentes e cidadãos, com repercussão em fóruns de debate locais (em particular na lista de discussão dos Amigosd’Avenida).

Do conhecimento que foi possível obter sobre alguns dos projectos do Parque existem questões que são preocupantes e que devem merecer ponderação:
- A proposta de uma via rodoviária no meio do Bairro do Alboi, cuja vantagem não se consegue perceber (e que é contestada por um número significativo de moradores do Bairro);
- A criação de uma ponte pedonal aérea entre a Baixa de Santo António e o Parque D. Pedro cuja oportunidade e necessidade se equaciona;
- As ligações transversais do Parque cuja natureza e perfil se desconhece;
- O carácter e natureza dos espaços onde se vão realizar as actividades culturais ao ar livre e o seu programa de animação;
- A localização e a pertinência da Ponte Pedonal do Rossio (sobre o qual já foram feitos várias chamadas de atenção);

O aproximar da data final de entrega dos projectos para que os financiamentos possam ser assegurados não pode constituir álibi para que a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e os restantes promotores do PdS não dêem conhecimento público das diversas intervenções que vão marcar o futuro da cidade, sendo que algumas das quais irão produzir profundas transformações na sua vivência e organização física.
Aliás, as orientações europeias e nacionais (QREN) indicam que este tipo de ‘projectos estratégicos’ e o investimento que consagram, mais do que uma forma de financiar a transformação e qualificação da cidade, são uma oportunidade para afirmar uma nova agenda de preocupações (no caso presente a ‘sustentabilidade’) e para encontrar meios para mobilizar os agentes e a comunidade para a sua partilha e implementação. Isto significa que o método de elaboração e ‘comunicação’ do PdS (conceito, conteúdo e processo) tem de garantir que essa ‘nova agenda’ é percebida, aceite e incorporada nas práticas dos diferentes ‘utilizadores da cidade’, assegurando, ao mesmo tempo, que o seu processo de elaboração é uma oportunidade de aprendizagem colectiva de como se deve pensar e concretizar um novo desígnio para o futuro da urbe (Aveiro como uma referência nas questões da 'sustentabilidade').

Nesse sentido, no seguimento do que foi feito recentemente com os moradores do Alboi, é fundamental que a CMA e os restantes promotores do PdS promovam, tão rápido quanto possível, um processo de explicação pública das diversos intervenções previstas, para que todos possamos perceber as razões e os critérios adoptados e apresentar as sugestões e propostas alternativas às soluções técnicas mais controversas.

Em síntese, os signatários desta petição solicitam à CMA:
- a explicação das alterações promovidas na proposta, decorrente do debate público no Alboi;
- a realização urgente de uma apresentação pública e debate sobre diversos projectos do PdS, para eventual ponderação de sugestões e alternativas às soluções técnicas mais controversas;
- a criação de um site onde toda a informação sobre o projecto possa estar disponível;
- a organização de informações regulares à população sobre o desenvolvimento do projecto.


Esta petição está disponível no blogue
http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/ e será entregue ao Presidente da Câmara Municipal de Aveiro durante a próxima semana.
Se a desejar subscrever envie um email para amigosdavenida@gmail.com indicando o nome e profissão.

PdS

Um pilarete para o Alboi? Oh desespero!

20.4.10

O ciclo do Silêncio continua... até à vitória final!

Exibição do filme «Há lodo no cais» de Elia Kazan (EUA, 1958, 108'), seguido de debate com Maria do Rosário Fardilha. E depois, nova sessão de cinema (filme escolhido pelo público)/ Performas Dia 22 às 22h.

Inspirado no texto de George Steiner, «The retreat from the word», Painel IV, intitulado O DECLÍNIO DA ERA DA PALAVRA, com os profs. Isabel Cristina Rodrigues (UA/Dpto Línguas e Culturas), Fernando Almeida e Jorge Hamilton (UA/Dpto Geociências), David Vieira (UA/Dpto Matemática), moderado por João Martins (músico e sonoplasta)/ Performas Dia 23 às 22h

hã Toino de Lírio, o homem-estátua, António Gomes dos Santos/ Performas Dia 23 às 21h30 e 23h30

A cela branca de Ivar Corceiro, 6'13'' / [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30

Dundo Memória Colonial, 60', documentário de Diana Andringa com a presença da jornalista-realizadora/ [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30

Isabela Figueiredo / [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30


CONCERTO DE CELINA PEREIRA, Mornas sem Tempo/ Performas Dia 24 às 22h30

Couscous Prosjekt, com Bagaço Amarelo e Moa bird/ Performas Dia 24 às 24h

Exposição/manipulação de cartazes políticos com Francisco Madeira Luís/ Mercado Negro Dia 25 a partir das 16h

Cruzeiro Seixas - O Vício da Liberdade, 54', com presença do autor do documentário, o jornalista Alberto Serra/ Mercado Negro Dia 25 às 18h30

... e isto não é tudo, há mais e mais, o que foi sendo criado/recriado/instalado ao longo da última semana, o que se acrescenta nos próximos dias, bombos!, festa, muita festa, com textos sub-vers-ivos e m-ú-s-i-c-a contínua pela noite dentro... porque o silêncio acaba no dia 25 de Abril e nós queremos gritar "25 de Abril SEMPRE!"!

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