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14.11.11
Aveiro em 1930 (vídeo)
Ficha Técnica:
Empresa Nacional de Publicidade - Companhia Produtora
Portugal, 1930
Género: documentário
Duração: 00:27:46, 18 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
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Centro Documental Digital,
Cinema,
Documentário,
História
Centro Documental Digital do Museu da Cidade aberto ao público
«Está a partir de hoje em funcionamento, no Museu da Cidade de Aveiro, o Centro Documental Digital do Museu da Cidade.
O Centro Documental Digital do Museu da Cidade está instalado no Museu da Cidade. Este núcleo pode ser consultado por investigadores, estudantes e público em geral, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
No âmbito da investigação e da necessidade do conhecimento do passado aveirense por parte de investigadores, estudantes e do público em geral, foi criado o Centro de Documentação Digital no Museu da Cidade. O centro de documentação permite a pesquisa de cartografia antiga (desde a época da muralha ao ano de 1931) e os vários ante-planos e planos de ordenamento do território do Concelho de Aveiro, (ante-plano de urbanização de 1948 e de 1960 ambos da autoria de Maria José Marques da Silva Martins e de David Moreira da Silva; Plano Director Municipal – PDM - de Aveiro de 1964 da autoria de Robert Auzelle e actual PDM publicado em 1995).
Integrado no inventário da Carta do Património Cultural que se encontra ainda em desenvolvimento, poderá já ser feita a consulta da cartografia referente a algumas Freguesias do Concelho de Aveiro que se encontram inventariadas. No intuito de dar continuidade ao espólio fotográfico da imagoteca, poderá consultar as fotografias de actividades e acontecimentos desenvolvidos pelo Museu da Cidade na actualidade. Ainda neste espaço, as exposições no Museu da Cidade e Museu Arte Nova poderão ser "revividas" através do espólio fotográfico.»
Fonte: Rádio Terranova, 8-11-2011
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13.11.11
O Primeiro discurso do Porto Pireu
José Estêvão foi um notável jornalista, político e orador parlamentar português, sendo durante o período de 1836 a 1862 a figura dominante da oposição de esquerda na Câmara dos Deputados. Um discurso que ele fez na Assembleia Constituinte foi registado em vinil pelo voz de José de Castro. Esta é a contracapa do disco.
Discurso de José Estêvão dito por José de Castro
- O Primeiro discurso do Porto Pireu, 1840.
- O Primeiro discurso do Porto Pireu, 1840.
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José Estêvão
A Situação D' Aveiro
"A Situação D' Aveiro"
Um desenho de Columbano Bordalo Pinheiro que retrata José Estêvão Coelho de Magalhães (Aveiro, 26 de Dezembro de 1809 — Lisboa, 4 de Novembro de 1862), mais conhecido por José Estêvão. Retirado da obra de Columbano, "Pontos nos iii" (1887).
4.11.11
Aveiro em 1927 (vídeo)
Ficha Técnica:
Invicta Film (1917-1931) - Companhia Produtora
Portugal, 1927
Género: documentário
Duração: 00:03:21, 16 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
Invicta Film (1917-1931) - Companhia Produtora
Portugal, 1927
Género: documentário
Duração: 00:03:21, 16 fps
Formato: 35 mm, PB, sem som
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27.6.09
Batalha das Flores em Aveiro
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No dia 18 de Junho a Ria encheu-se de flores. Na origem: uma batalha de flores entre ceboleiros e cagaréus. Prometo descrever com mais pormenor esse evento. Por hoje, fica apenas a moral da história: a Ria não separa, une. as gentes!
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14.6.09
Aveiro Berço da Liberdade #2
in Marques Gomes, Aveiro Berço da Liberdade, pp. 15-16
(...)
II
ENTHUSIASMO, por assim dizer una-
nime que produzira o systema consti-
tucional, inaugurado pela revolução de
24 d'agosto, foi arrefecendo pouco a pouco e o
numero de descontentes augmentando de dia
para dia.
Afim de manter aquelle enthusiasmo, e de
inutilisar qualquer esforço que partisse destes
para restaurar o absolutismo, estabeleceram-se
em alguns pontos do paiz differentes sociedades
politicas, mais ou menos secretas. Foi enorme
o incremento que tomou então em Portugal a
maçonaria. Aveiro teve também a sua loja ma-
çónica, que foi a da quinta dos Santos Martyres.
Tem sido ignorada pelos escriptores que até
hoje se teem occupado da historia da maçonaria
em Portugal, a existência d'esta loja, de que a
tradicção constante em Aveiro é testemunho.
Durante muito tempo, e isto succedia ainda ha
quarenta ou cincoenta annos, a casa da quinta
dos Santos Martyres era olhada pelo povo com
horror: ah, dizia-se, os pedreiros hvres deram
tiros na imagem de Nosso Senhor Jesus Christo,
e praticaram outras idênticas atrocidades. Apon-
tavam-se a medo os nomes dos associados, mas
occultava-se quasi sempre o enormíssimo serviço
prestado por esses maus homens á causa da li-
berdade nas suas reuniões. De nada se tratou
de contrario á religião, pois quasi todos, senão
todos, eram fervorosos catholicos, e d'isto da-
vam publico testemunho, como nol-o asseveram
pessoas dignas de todo o credito, ainda feliz-
mente vivas, como são os srs. conselheiro José
Ferreira da Cunha e Sousa e José Maria Ri-
beiro.
Seria hoje inteiramente impossivel organisar
a lista dos membros da loja dos Santos Marti-
res, se não fosse a devassa a que, em virtude do
decreto de 20 de junho de 1823, se procedeu
n'esta comarca e de que nos ofíereceu uma co-
pia authentica o distincto publicista sr. dr. José
Francisco Lourenço d'Almeida e Medeiros, que a
encontrou, entre os papeis de seu pae, o desem-
bargador Francisco Lourenço d'Almeida, liberal
decidido, que fora quem mais concorrera para a
organisação da mesma loja. Por este documento
e por outras informações que pude colher ha
annos, vê-se que fizeram parte d'ella: Francisco
Lourenço d'Almeida, desembargador da relação
da Bahia e natural de Fermelã, concelho de Es-
tarreja ; Filippe António Monteiro, Bazilio de
Oliveira Camossa, sargento-mòr de ordenanças
e cavalleiro de Malta (o irmão terrível); António
Cardoso de Barros Loureiro Sequeira e Qua-
dros, de Couto de Esteves; João dos Santos Re-
zende, negociante (o irmão aridador) ; Caetano
Xavier Pereira Brandão, ex-juiz de fora da co-
marca (o interrogador); Carlos Cardoso Moniz,
provedor da comarca; José Joaquim Homem, juiz
de fora d'Eixo; António José de Castro, juiz de
fora de Recardães ; António Xavier Cerveira e
Sousa, juiz de fora de S. Lourenço do Bairro;
António Joaquim Santiago, ex-juiz de Oliveira
do Bairro; dr. Manuel da Rocha Couto, lente de
cânones e natural d'ílhavo, deputado na primeira
legislatura que se seguiu ao congresso consti-
tuinte; dr. João Agostinho Martins da Silva, de
Sever do Vouga; dr. Joaquim José de Queiroz,
desembargador da Relação da Bahia (irmão rosa
cruz); António José dos Santos, ajudante do ba-
talhão de caçadores lo; Telles, tenente de caça-
dores lo; Luiz Gomes de Carvalho, tenente-coro-
nel de engenharia e encarregado das obras da
barra (o cavalleiro da vingança); Carlos Cardoso,
provedor da comarca (o cavalleiro do punhal);
António de Azevedo e Cunha, tenente-coronel de
caçadores lo (o irmão venerável) ; António Cle-
mente Cardoso, José Maria da Fonseca Moniz,
tenente de caçadores lo e mais tarde general e ba-
rão de Palme; Castro, tenente de caçadores lo:
dr. Joaquim de Chuqre Albuquerque, de Sever do
Vouga; dr. João Nepumoceno da Silva Figuei-
redo, monteiro-mór de Ovar; António Carlos de
Mello, bacharel em medicina; dr. Luiz Cypriano
Coelho de Magalhães, pae de José Estevão; Eva-
risto Luiz de Moraes, escrivão do geral: dr. Agos-
tinho Pacheco Telles, da Aguieira, depois sub-
prefeito do districto de Aveiro e senador na le-
gislatura em 1839 a 1841; Filippe António .Mon-
teiro Baeta, alferes de caçadores 10, e dr. João
Gonçalves .Aleirelles Monteiro.
Victoriosa a revolução que proclamou o resta-
belecimento dos inauferíveis direitos de D. João vi,
foi em 8 de junho de 1823, por ordem do go-
vernador militar interino d'esta cidade, barão
de Villa Pouca, passada minuciosa busca á casa
e quinta dos Santos Martyres.
(...)
II
ENTHUSIASMO, por assim dizer una-
nime que produzira o systema consti-
tucional, inaugurado pela revolução de
24 d'agosto, foi arrefecendo pouco a pouco e o
numero de descontentes augmentando de dia
para dia.
Afim de manter aquelle enthusiasmo, e de
inutilisar qualquer esforço que partisse destes
para restaurar o absolutismo, estabeleceram-se
em alguns pontos do paiz differentes sociedades
politicas, mais ou menos secretas. Foi enorme
o incremento que tomou então em Portugal a
maçonaria. Aveiro teve também a sua loja ma-
çónica, que foi a da quinta dos Santos Martyres.
Tem sido ignorada pelos escriptores que até
hoje se teem occupado da historia da maçonaria
em Portugal, a existência d'esta loja, de que a
tradicção constante em Aveiro é testemunho.
Durante muito tempo, e isto succedia ainda ha
quarenta ou cincoenta annos, a casa da quinta
dos Santos Martyres era olhada pelo povo com
horror: ah, dizia-se, os pedreiros hvres deram
tiros na imagem de Nosso Senhor Jesus Christo,
e praticaram outras idênticas atrocidades. Apon-
tavam-se a medo os nomes dos associados, mas
occultava-se quasi sempre o enormíssimo serviço
prestado por esses maus homens á causa da li-
berdade nas suas reuniões. De nada se tratou
de contrario á religião, pois quasi todos, senão
todos, eram fervorosos catholicos, e d'isto da-
vam publico testemunho, como nol-o asseveram
pessoas dignas de todo o credito, ainda feliz-
mente vivas, como são os srs. conselheiro José
Ferreira da Cunha e Sousa e José Maria Ri-
beiro.
Seria hoje inteiramente impossivel organisar
a lista dos membros da loja dos Santos Marti-
res, se não fosse a devassa a que, em virtude do
decreto de 20 de junho de 1823, se procedeu
n'esta comarca e de que nos ofíereceu uma co-
pia authentica o distincto publicista sr. dr. José
Francisco Lourenço d'Almeida e Medeiros, que a
encontrou, entre os papeis de seu pae, o desem-
bargador Francisco Lourenço d'Almeida, liberal
decidido, que fora quem mais concorrera para a
organisação da mesma loja. Por este documento
e por outras informações que pude colher ha
annos, vê-se que fizeram parte d'ella: Francisco
Lourenço d'Almeida, desembargador da relação
da Bahia e natural de Fermelã, concelho de Es-
tarreja ; Filippe António Monteiro, Bazilio de
Oliveira Camossa, sargento-mòr de ordenanças
e cavalleiro de Malta (o irmão terrível); António
Cardoso de Barros Loureiro Sequeira e Qua-
dros, de Couto de Esteves; João dos Santos Re-
zende, negociante (o irmão aridador) ; Caetano
Xavier Pereira Brandão, ex-juiz de fora da co-
marca (o interrogador); Carlos Cardoso Moniz,
provedor da comarca; José Joaquim Homem, juiz
de fora d'Eixo; António José de Castro, juiz de
fora de Recardães ; António Xavier Cerveira e
Sousa, juiz de fora de S. Lourenço do Bairro;
António Joaquim Santiago, ex-juiz de Oliveira
do Bairro; dr. Manuel da Rocha Couto, lente de
cânones e natural d'ílhavo, deputado na primeira
legislatura que se seguiu ao congresso consti-
tuinte; dr. João Agostinho Martins da Silva, de
Sever do Vouga; dr. Joaquim José de Queiroz,
desembargador da Relação da Bahia (irmão rosa
cruz); António José dos Santos, ajudante do ba-
talhão de caçadores lo; Telles, tenente de caça-
dores lo; Luiz Gomes de Carvalho, tenente-coro-
nel de engenharia e encarregado das obras da
barra (o cavalleiro da vingança); Carlos Cardoso,
provedor da comarca (o cavalleiro do punhal);
António de Azevedo e Cunha, tenente-coronel de
caçadores lo (o irmão venerável) ; António Cle-
mente Cardoso, José Maria da Fonseca Moniz,
tenente de caçadores lo e mais tarde general e ba-
rão de Palme; Castro, tenente de caçadores lo:
dr. Joaquim de Chuqre Albuquerque, de Sever do
Vouga; dr. João Nepumoceno da Silva Figuei-
redo, monteiro-mór de Ovar; António Carlos de
Mello, bacharel em medicina; dr. Luiz Cypriano
Coelho de Magalhães, pae de José Estevão; Eva-
risto Luiz de Moraes, escrivão do geral: dr. Agos-
tinho Pacheco Telles, da Aguieira, depois sub-
prefeito do districto de Aveiro e senador na le-
gislatura em 1839 a 1841; Filippe António .Mon-
teiro Baeta, alferes de caçadores 10, e dr. João
Gonçalves .Aleirelles Monteiro.
Victoriosa a revolução que proclamou o resta-
belecimento dos inauferíveis direitos de D. João vi,
foi em 8 de junho de 1823, por ordem do go-
vernador militar interino d'esta cidade, barão
de Villa Pouca, passada minuciosa busca á casa
e quinta dos Santos Martyres.
Continua
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Marques Gomes
13.6.09
Aveiro Berço da Liberdade
Descobri uma jóia no ano em que se comemoram os 250 anos de elevação de Aveiro a cidade! E este é um daqueles tesouros que se quer partilhar...
Aveiro Berço da Liberdade - O Coronel Jeronymo de Moraes Sarmento,
por João Augusto Marques Gomes, Porto, Imprensa Portuguesa, 1900
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Aveiro foi a primeira cidade onde appareceu de facto o primeiro grito de guerra contra as pretensões de D. Miguel, levantado na manhã do dia 16 de maio pelo ba-
talhão de caçadores 10 e por vários cidadãos com elle associados.
Soriano — Historia do cerco do Porto.
Lisboa, 1S46. Tomo i, pag. 240.
talhão de caçadores 10 e por vários cidadãos com elle associados.
Soriano — Historia do cerco do Porto.
Lisboa, 1S46. Tomo i, pag. 240.
ENTHUSIASMO pela liberdade, em
Aveiro, vem de longe, data de 1820.
Os trabalhos do synhédrio portuense
tinham ramificações n'esta cidade. Uma parte da
officialidade de caçadores 10, o tenente-coronel
de engenheria Luiz Gomes de Carvalho, e o
desembargador Fernando Alfonso Geraldes, que
ambos então aqui residiam; o juiz de fora José
de Vasconcellos Teixeira Lebre, alguns vereado-
res e outras pessoas mais, estavam no segredo
da revolução; e, se não se secundou logo o mo-
vimento de 24 d'agosto, foi isso devido unica-
mente á intransigência do commandante d'aquel-
le batalhão, um official inglez, aliás muito dis-
tincto e disciplinador, o major Linstow.
No dia 26 chegou a Aveiro, vindo de Lisboa,
o marechal de campo Manuel Pamplona Carneiro
Rangel, que, pela regência, havia sido encarrega-
do do commando militar do Porto e que para ali
se dirigia. Novo embaraço para a revolução que
se preparava. Pamplona, informado dos succes-
sos do Porto, e vendo que não podia confiar em
que Aveiro se conservasse fiel ao governo de Lis-
boa, attenta a exaltação de espirito que se prin-
cipiava a notar em muitos dos seus habitantes,
retrocedeu para Coimbra no dia 29, levando com-
sigo caçadores 10. N'esta cidade ficou apenas
uma parte do regimento de miilicias e uma com-
panhia de veteranos. Ao tempo já o juiz de fora
Teixeira Lebre, havia sido informado do Porto,
por Luiz Gomes de Carvalho, que se dirigia para
aqui com o batalhão de caçadores 11, o coro-
nel Bernardo de Castro Sepúlveda, afim de au-
xiliar o pronunciamento da cidade.
Logo que sahiu Pamplona para Coimbra,
aquelle magistrado assentou com a camará, de
que fazia parte como vereador Manuel Sebastião
de Moraes Sarmento (chefe da familia que de-
pois em Aveiro mais padeceu pela liberdade, e
pae de Jeronymo de Moraes Sarmento, cuja bio-
graphia é o assumpto principal d'este trabalho),
que a proclamação do novo governo se fizesse
na manhã do dia 30, e que ella coincidisse com
a chegada do coronel Sepúlveda.
Assim se fez. Pelas dez horas da manhã
d'aquelle dia — ao apparecer aquelle valente cau-
dilho da liberdade, vindo de Albergaria-a-Velha
e Angeja, onde acabava de levantar o grito da
revolta, ouviram-se enthusiasticos «vivas á santa
religião, a el-rei D. João vi, ás cortes e á consti-
tuição», dados pelo regimento de milicias de
Aveiro, e companhia de veteranos, e povo, que
estacionava em frente da casa da camará, onde,
ao tempo, se achavam já reunidos todos os ve-
readores, as auctoridades da comarca, e o clero,
nobreza e povo.
Pelo juiz de fora foi proposto, que esta cida-
de devia adherir ao movimento iniciado no Por-
to, reconhecendo a «Junta provisória do supre-
mo governo do reino» que ali se acabava de es-
tabelecer, o que foi approvado por- acclamação
no meio de calorosos vivas.
De tudo se lavrou auto no livro das verea-
ções que depois, por ordem da secretaria dos
negócios do reino de 21 de agosto de 1823, foi
aspado de sorte que se não lê. Contém o auto
approximadamente cento e vinte assignaturas,
entre as quaes se lêem, ainda que a custo, as
de Fernardo de Castro Sepúlveda (è a primei-
ra), José de Vasconcellos Teixeira Lebre, juiz de
fora; Manuel José de Freitas, João Nepumoceno
da Silva, António José de Freitas, Fernando
Affonso Geraldes, Luiz Gomes de Carvalho, An-
tónio José Gravito da Veiga e Lima, tenente-co-
ronel de milicias de Oliveira d'Azemeis ; João
Rangel de Quadros, Dionysio de Moura Couti-
nho, capitào-mór de Esgueira ; Miguel Rangel
de Quadros, capitão-mór de Aveiro; Francisco
Rodrigues de Figueiredo, capitão-mór de Eixo;
António Rangel de Quadros, Francisco António
de Castro, Joaquim António Rodrigues Galhar-
do, Alexandre Ferreira da Cunha, Gabriel Lo-
pes de Moraes Picado de Figueiredo Balacó,
Manuel José Alves Ribeiro, capitão de vetera-
nos; Francisco José d'0liveira, cirurgião-aju-
dante de caçadores 10; Joaquim António Plá-
cido, cidadão advogado; José Lucas de Sou-
sa da Silveira, José Pereira da Cunha, cidadão
medico do partido da camará; Bazilio d'0liveira
Camossa, sargento-mór; Lourenço Justiniano da
Costa, Manuel Rodrigues Tavares de Araújo
Taborda, António Dias Ladeira de Castro, Joa-
quim Leite de Faria, Bento José Mendes Gui-
marães, José António Rezende, Agostinho de
Sousa Lopes, Evaristo Luiz de Moraes, padre
José Bernardo Mascarenhas, João António Mo-
niz, alferes; Francisco Thomé Marques Gomes,
fr. Joaquim Xavier de Campos, fr. João Ribeiro
Guimarães.
Deprehende-se d'esta lista que esteve presente ao acto tudo
Aveiro, vem de longe, data de 1820.
Os trabalhos do synhédrio portuense
tinham ramificações n'esta cidade. Uma parte da
officialidade de caçadores 10, o tenente-coronel
de engenheria Luiz Gomes de Carvalho, e o
desembargador Fernando Alfonso Geraldes, que
ambos então aqui residiam; o juiz de fora José
de Vasconcellos Teixeira Lebre, alguns vereado-
res e outras pessoas mais, estavam no segredo
da revolução; e, se não se secundou logo o mo-
vimento de 24 d'agosto, foi isso devido unica-
mente á intransigência do commandante d'aquel-
le batalhão, um official inglez, aliás muito dis-
tincto e disciplinador, o major Linstow.
No dia 26 chegou a Aveiro, vindo de Lisboa,
o marechal de campo Manuel Pamplona Carneiro
Rangel, que, pela regência, havia sido encarrega-
do do commando militar do Porto e que para ali
se dirigia. Novo embaraço para a revolução que
se preparava. Pamplona, informado dos succes-
sos do Porto, e vendo que não podia confiar em
que Aveiro se conservasse fiel ao governo de Lis-
boa, attenta a exaltação de espirito que se prin-
cipiava a notar em muitos dos seus habitantes,
retrocedeu para Coimbra no dia 29, levando com-
sigo caçadores 10. N'esta cidade ficou apenas
uma parte do regimento de miilicias e uma com-
panhia de veteranos. Ao tempo já o juiz de fora
Teixeira Lebre, havia sido informado do Porto,
por Luiz Gomes de Carvalho, que se dirigia para
aqui com o batalhão de caçadores 11, o coro-
nel Bernardo de Castro Sepúlveda, afim de au-
xiliar o pronunciamento da cidade.
Logo que sahiu Pamplona para Coimbra,
aquelle magistrado assentou com a camará, de
que fazia parte como vereador Manuel Sebastião
de Moraes Sarmento (chefe da familia que de-
pois em Aveiro mais padeceu pela liberdade, e
pae de Jeronymo de Moraes Sarmento, cuja bio-
graphia é o assumpto principal d'este trabalho),
que a proclamação do novo governo se fizesse
na manhã do dia 30, e que ella coincidisse com
a chegada do coronel Sepúlveda.
Assim se fez. Pelas dez horas da manhã
d'aquelle dia — ao apparecer aquelle valente cau-
dilho da liberdade, vindo de Albergaria-a-Velha
e Angeja, onde acabava de levantar o grito da
revolta, ouviram-se enthusiasticos «vivas á santa
religião, a el-rei D. João vi, ás cortes e á consti-
tuição», dados pelo regimento de milicias de
Aveiro, e companhia de veteranos, e povo, que
estacionava em frente da casa da camará, onde,
ao tempo, se achavam já reunidos todos os ve-
readores, as auctoridades da comarca, e o clero,
nobreza e povo.
Pelo juiz de fora foi proposto, que esta cida-
de devia adherir ao movimento iniciado no Por-
to, reconhecendo a «Junta provisória do supre-
mo governo do reino» que ali se acabava de es-
tabelecer, o que foi approvado por- acclamação
no meio de calorosos vivas.
De tudo se lavrou auto no livro das verea-
ções que depois, por ordem da secretaria dos
negócios do reino de 21 de agosto de 1823, foi
aspado de sorte que se não lê. Contém o auto
approximadamente cento e vinte assignaturas,
entre as quaes se lêem, ainda que a custo, as
de Fernardo de Castro Sepúlveda (è a primei-
ra), José de Vasconcellos Teixeira Lebre, juiz de
fora; Manuel José de Freitas, João Nepumoceno
da Silva, António José de Freitas, Fernando
Affonso Geraldes, Luiz Gomes de Carvalho, An-
tónio José Gravito da Veiga e Lima, tenente-co-
ronel de milicias de Oliveira d'Azemeis ; João
Rangel de Quadros, Dionysio de Moura Couti-
nho, capitào-mór de Esgueira ; Miguel Rangel
de Quadros, capitão-mór de Aveiro; Francisco
Rodrigues de Figueiredo, capitão-mór de Eixo;
António Rangel de Quadros, Francisco António
de Castro, Joaquim António Rodrigues Galhar-
do, Alexandre Ferreira da Cunha, Gabriel Lo-
pes de Moraes Picado de Figueiredo Balacó,
Manuel José Alves Ribeiro, capitão de vetera-
nos; Francisco José d'0liveira, cirurgião-aju-
dante de caçadores 10; Joaquim António Plá-
cido, cidadão advogado; José Lucas de Sou-
sa da Silveira, José Pereira da Cunha, cidadão
medico do partido da camará; Bazilio d'0liveira
Camossa, sargento-mór; Lourenço Justiniano da
Costa, Manuel Rodrigues Tavares de Araújo
Taborda, António Dias Ladeira de Castro, Joa-
quim Leite de Faria, Bento José Mendes Gui-
marães, José António Rezende, Agostinho de
Sousa Lopes, Evaristo Luiz de Moraes, padre
José Bernardo Mascarenhas, João António Mo-
niz, alferes; Francisco Thomé Marques Gomes,
fr. Joaquim Xavier de Campos, fr. João Ribeiro
Guimarães.
Deprehende-se d'esta lista que esteve presente ao acto tudo
que em Aveiro havia de mais distincto, e que, se
alguém faltou, foi involuntariamente, por que depois, successiva-
mente, vieram prestar juramento ás novas insti-
tuições os que então não tinham comparecido,
a principiar pelo bispo da diocese D. Manuel
Pacheco de Rezende.
O espirito da liberdade radicou-se bem de-
pressa no animo da maioria dos aveirenses, mas
isto não obstou a que o systema absolutista
contasse também aqui adeptos fervorosos.
mente, vieram prestar juramento ás novas insti-
tuições os que então não tinham comparecido,
a principiar pelo bispo da diocese D. Manuel
Pacheco de Rezende.
O espirito da liberdade radicou-se bem de-
pressa no animo da maioria dos aveirenses, mas
isto não obstou a que o systema absolutista
contasse também aqui adeptos fervorosos.
Continua
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Marques Gomes
10.5.09
Fósseis das maiores trilobites do mundo
Uma equipa internacional descobriu em Arouca vários grupos de fósseis de trilobites com 465 milhões de anos. Apesar de não haver espécies novas, a importância da descoberta deve-se à dimensão dos indívíduos que, segundo os investigadores, são os maiores do mundo. Os fósseis ultrapassavam os 30 centímetros de comprimento.Esta notícia dá-nos mais um bom pretexto para uma visita ao Centro de Interpretação de Canelas - Arouca.
30.1.09
Suis terras in Alauario et Salinas
Rua João Mendonça
O Museu da Cidade tem na sua exposição recém inaugurada, BI Aveiro, o Livro de Mumadona do século X [959], o Livro de Místicos e a Bula de Clemente XIV, entre muitas outras preciosidades. Estes documentos estão no Museu só até dia 8 de Fevereiro!
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