22.6.10

Carlos Souto (1943-2010)

Difícil acreditar! Adorava o Engº Carlos Souto. Dia muito triste. Obrigada pelas conversas tão vivas e interessantes, pela boa disposição permanente, pela generosidade, pela cervejinha fresca há tão poucas semanas no Mercado Negro, pelas brincadeiras com as minhas filhas no Merendeiro, pelo dinamismo aquando da exposição de pintura no ciclo «Silêncio», obrigada mesmo! Encontrar alguém como o Engº Carlos Souto por essas ruas de Aveiro, com a sua boina, a sua presença imensa, era umas das razões que me fazia gostar desta cidade (por vezes tão cinzenta). Este é um dia muito triste.

[Foto tirada em Abril 2010]

Carlos Souto

[comunicação da Direcção AveiroArte]

«É com enorme tristeza e muito pesar que vos informamos que o nosso querido
Carlos Souto, menbro da Direcção desta associação, deixou de estar entre nós hoje,dia 21 de Junho de 2010.
A cerimónia fúnebre será realizada dia 23 de Junho, quarta-feira, pelas 11h15m na Misericórdia.
Penso que será da opinião de todos que foi uma grande perda para a nossa associação e para todos os Aveirenses.
Esperamos contar com todos para lhe deixarmos um último adeus.»

A Direcção AveiroArte

18.6.10

José Estêvâo

Passar pela praça, parar...

...para ler: «-para mim é um grande absurdo isto de religião da maioria. A religião é da consciência e na consciência não há maioria nem minoria...».

12.6.10

Museu de Aveiro expõe humidificadores!

Fotos tiradas a 13 de Maio. Há mais exemplares noutras salas...

O valor estimado da requalificação do Museu de Aveiro é de 5.080.669,00 euros mas o ar condicionado não funciona! Quando passar a funcionar, o gasto estimado do Museu de Aveiro com energia vai ser de 5.080.669,00 euros! Mas está tudo bem!

27.5.10

Petição pela discussão pública do Parque da Sustentabilidade (PdS)

Aveiro, 25 de Maio 2010

O PdS é um projecto de regeneração urbana da cidade de Aveiro que tem como principal objectivo criar um percurso verde estruturante que articula um conjunto de equipamentos que têm a ‘sustentabilidade’ como conceito âncora, pretendendo, ainda, ‘afirmar a cidade como um espaço de inovação, de competitividade, criando um espaço com renovado interesse para os munícipes e visitantes’.

Os conceitos que defende são generosos e pertinentes e o seu enquadramento institucional, que envolve 15 actores locais e nacionais (7 parceiros investidores), uma oportunidade.
Acontece que o PdS tem vindo a tomar forma sem que os cidadãos tenham sido adequadamente informados e envolvidos. Os projectos que constituem o PdS nunca foram alvo de qualquer explicação ou debate sobre as soluções projectuais que, entretanto, foram desenvolvidas.
Somente há poucos dias foi apresentada publicamente a proposta para o Bairro do Alboi que, à semelhança do que se passou com a Ponte Pedonal sobre o Cana Central, mereceu pública reprovação de muitos residentes e cidadãos, com repercussão em fóruns de debate locais (em particular na lista de discussão dos Amigosd’Avenida).

Do conhecimento que foi possível obter sobre alguns dos projectos do Parque existem questões que são preocupantes e que devem merecer ponderação:
- A proposta de uma via rodoviária no meio do Bairro do Alboi, cuja vantagem não se consegue perceber (e que é contestada por um número significativo de moradores do Bairro);
- A criação de uma ponte pedonal aérea entre a Baixa de Santo António e o Parque D. Pedro cuja oportunidade e necessidade se equaciona;
- As ligações transversais do Parque cuja natureza e perfil se desconhece;
- O carácter e natureza dos espaços onde se vão realizar as actividades culturais ao ar livre e o seu programa de animação;
- A localização e a pertinência da Ponte Pedonal do Rossio (sobre o qual já foram feitos várias chamadas de atenção);

O aproximar da data final de entrega dos projectos para que os financiamentos possam ser assegurados não pode constituir álibi para que a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e os restantes promotores do PdS não dêem conhecimento público das diversas intervenções que vão marcar o futuro da cidade, sendo que algumas das quais irão produzir profundas transformações na sua vivência e organização física.
Aliás, as orientações europeias e nacionais (QREN) indicam que este tipo de ‘projectos estratégicos’ e o investimento que consagram, mais do que uma forma de financiar a transformação e qualificação da cidade, são uma oportunidade para afirmar uma nova agenda de preocupações (no caso presente a ‘sustentabilidade’) e para encontrar meios para mobilizar os agentes e a comunidade para a sua partilha e implementação. Isto significa que o método de elaboração e ‘comunicação’ do PdS (conceito, conteúdo e processo) tem de garantir que essa ‘nova agenda’ é percebida, aceite e incorporada nas práticas dos diferentes ‘utilizadores da cidade’, assegurando, ao mesmo tempo, que o seu processo de elaboração é uma oportunidade de aprendizagem colectiva de como se deve pensar e concretizar um novo desígnio para o futuro da urbe (Aveiro como uma referência nas questões da 'sustentabilidade').

Nesse sentido, no seguimento do que foi feito recentemente com os moradores do Alboi, é fundamental que a CMA e os restantes promotores do PdS promovam, tão rápido quanto possível, um processo de explicação pública das diversos intervenções previstas, para que todos possamos perceber as razões e os critérios adoptados e apresentar as sugestões e propostas alternativas às soluções técnicas mais controversas.

Em síntese, os signatários desta petição solicitam à CMA:
- a explicação das alterações promovidas na proposta, decorrente do debate público no Alboi;
- a realização urgente de uma apresentação pública e debate sobre diversos projectos do PdS, para eventual ponderação de sugestões e alternativas às soluções técnicas mais controversas;
- a criação de um site onde toda a informação sobre o projecto possa estar disponível;
- a organização de informações regulares à população sobre o desenvolvimento do projecto.


Esta petição está disponível no blogue
http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/ e será entregue ao Presidente da Câmara Municipal de Aveiro durante a próxima semana.
Se a desejar subscrever envie um email para amigosdavenida@gmail.com indicando o nome e profissão.

PdS

Um pilarete para o Alboi? Oh desespero!

20.4.10

O ciclo do Silêncio continua... até à vitória final!

Exibição do filme «Há lodo no cais» de Elia Kazan (EUA, 1958, 108'), seguido de debate com Maria do Rosário Fardilha. E depois, nova sessão de cinema (filme escolhido pelo público)/ Performas Dia 22 às 22h.

Inspirado no texto de George Steiner, «The retreat from the word», Painel IV, intitulado O DECLÍNIO DA ERA DA PALAVRA, com os profs. Isabel Cristina Rodrigues (UA/Dpto Línguas e Culturas), Fernando Almeida e Jorge Hamilton (UA/Dpto Geociências), David Vieira (UA/Dpto Matemática), moderado por João Martins (músico e sonoplasta)/ Performas Dia 23 às 22h

hã Toino de Lírio, o homem-estátua, António Gomes dos Santos/ Performas Dia 23 às 21h30 e 23h30

A cela branca de Ivar Corceiro, 6'13'' / [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30

Dundo Memória Colonial, 60', documentário de Diana Andringa com a presença da jornalista-realizadora/ [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30

Isabela Figueiredo / [Painel V - SILÊNCIO NA MEMÓRIA COLECTIVA] Performas Dia 24 às 18h30


CONCERTO DE CELINA PEREIRA, Mornas sem Tempo/ Performas Dia 24 às 22h30

Couscous Prosjekt, com Bagaço Amarelo e Moa bird/ Performas Dia 24 às 24h

Exposição/manipulação de cartazes políticos com Francisco Madeira Luís/ Mercado Negro Dia 25 a partir das 16h

Cruzeiro Seixas - O Vício da Liberdade, 54', com presença do autor do documentário, o jornalista Alberto Serra/ Mercado Negro Dia 25 às 18h30

... e isto não é tudo, há mais e mais, o que foi sendo criado/recriado/instalado ao longo da última semana, o que se acrescenta nos próximos dias, bombos!, festa, muita festa, com textos sub-vers-ivos e m-ú-s-i-c-a contínua pela noite dentro... porque o silêncio acaba no dia 25 de Abril e nós queremos gritar "25 de Abril SEMPRE!"!

Links: Blogue e Programação detalhada

9.3.10

Caso de polícia

Uma semana depois de serem colocadas barreiras no parque do Cais da Fonte Nova:

Fotos de 26 de Fevereiro e de 5 de Março de 2010 publicadas no blog Massa Crítica.
Vale a pena ler todo o artigo. Civilidade, precisa-se! Policiamento, precisa-se!

8.3.10

Praça Joaquim de Melo Freitas

Eis uma visão da histórica Praça Joaquim de Melo Freitas... Sem comentários!

Eis a solução da CMA, dita "temporária", mesmo se esta paisagem é a mesma há vários anos:

Município de Aveiro
Anúncio
Praça de Joaquim Melo Freitas – Protecção de Vazio


Faz‐se público que a Câmara Municipal de Aveiro, na sua reunião de 03/12/2009, deliberou aceitar, até ao fim do dia 7 de Janeiro de 2010, PROPOSTAS de todos os interessados para a acção denominada “Praça de Joaquim Melo Freitas – Protecção de Vazio”, nos seguintes pressupostos e condições:

1. OBJECTO:
a) – Localização: Praça de Joaquim Melo Freitas, cidade de Aveiro;
b) – Características: Da demolição de um edifício em ruína resultou um vazio que se previa preencher com brevidade, para o qual sabemos agora não ser possível encontrar uma solução definitiva a breve trecho. Assim, pretende‐se no entretanto o tratamento daquele espaço nobre da cidade, de forma a ficar ordenado, limpo, seguro e esteticamente agradável.
c) – Finalidade: Proposta de arranjo urbanístico da Praça, incluindo fornecimento de mobiliário e equipamento urbanos adequados ao Espaço, com tratamento do vazio no sentido de proteger as empenas e o pavimento não revestido com materiais desmontáveis e que, eventualmente, permitam a utilização pública do Espaço com animação urbana, em condições de higiene e segurança.

2. CONTRAPARTIDA:
Como contrapartida pelo estudo, execução, fornecimento e demais trabalhos inerentes à proposta que vier a ser seleccionada, o concorrente adjudicatário ficará com direito à exploração publicitária, nas condições previstas na lei, dos suportes a instalar no Espaço e/ou na envolvente da Praça, conforme previsto nessa proposta, pelo prazo máximo de 5 anos.

[Ler Anúncio do Concurso na íntegra, aqui]


Vejam mais sobre este assunto no blogue dos AMIGOS D'AVENIDA


ADENDA: Uma notícia para ajudar a reflectir sobre esta estratégia dos painéis publicitários em fachadas. Taxas de publicidade são inconstitucionais!

Um dia a casa vai abaixo

O casario da rua de Luis Cipriano (à esquerda na foto, e que termina fazendo esquina com a Rua Batalhão de Caçadores Dez) está a resistir há muito tempo ao abandono. A situação de degradação agrava-se de ano para ano. Esta foto é de Junho de 2008 (tenho que actualizar o estado da ruina!). Já vi barras de protecção à volta da casa, já não vejo as barras,...
Um dia a casa vem abaixo e a culpa morre solteira!


3.3.10

Nova Ponte Pedonal do Rossio

«UK firm walks away with Portuguese footbridge»
26 February, 2010 -
BD The Arquitects' Website

Powell-Williams Architects has beaten 17 local architects to win a competition to build a pedestrian bridge (pictured) in Aveiro, Portugal.

The £490,000 structure, which will cross the city’s central canal, is part of a four-year redevelopment of the city, which is known as the Venice of Portugal for its network of waterways.

The firm, working with engineer Buro Happold, has designed a 30m by 5.5m walkway, with 50m-long approach ramps. It will be built using precast, pre-stressed concrete. Both main spans and ramps will be carried on cantilevered piers behind the canal walls.

The piers will also serve as staircases to provide multiple access points to the bridge.

Work is to start in mid-2010 and complete next year.


(via Amigos D'Avenida)
_________


50 metros de rampa. 20 degraus com 16 cm cada=3,20 metros de altura. A paisagem vai mudar. Vantagem: na próxima batalha das flores não será necessária a montagem das gruas.

3.2.10

Ainda: as escavações arqueológicas no Museu de Aveiro

No site da Mythica (ver Portfólio/página 2 - «Escavação Arqueológica Fase I Exterior» e «Acompanhamento Arqueológico Fases I, II, III») é possível e vale a pena ver algumas fotos das estruturas encontradas nas escavações realizadas aquando das obras de requalificação do Museu de Aveiro. Sabemos que as mesmas voltaram a ser enterradas (!). Continuamos a aguardar uma exposição descritiva e explicativa dos trabalhos arqueológicos desenvolvidos, bem como uma mostra dos artefactos recolhidos. Mas, para minha surpresa, numa visita recente ao museu, espreitando o estado (lastimoso) em que ainda se encontra o jardim, pude observar estes "vestígios" a céu aberto:


Existe certamente uma explicação... mas qual ? Gostaria de obter algumas respostas (de pendor científico). Cara Dra. Margarida Ferreira, qual é o projecto/estudo que está a ser desenvolvido?

Azulejos #8


Pensar a cidade

«(...) não podemos cruzar a verdade do património construído com a verdade do espaço urbano construído, sem falar da traição que se perpetra cada dia, e que vai atraiçoando a memória e minando o conhecimento real das raízes, das tradições e dos elementos verdadeiros. Estes, por estarem documentados e serem conhecidos, merecem-nos em paralelo o olhar culto, crítico e informado, que separa analiticamente e se encanta, apenas até ao limite possível e razoável, permitido pelo saber.
Com toda a certeza, deveremos saber cuidar do pitoresco, e também do património, com o devido equilíbrio. Merecem-nos respeito e dedicação, mas não podemos iludir-nos com a falácia, que frequentemente converte a cidade em parque temático, do qual excluímos o génio verdadeiro do presente, e a consistência que o colectivo transporta em cada época para o seu território de proximidade, como expressão do seu valor. Não há que ter "medo de existir", hoje, encarando a outra cidade e revelendo as não verdades, ou inverdades, que a constroem de modo dissimulado, assobiando para o ar ou disfarçando o gesto
.(...)»

Arquitecto João Cardielos, a propósito da última série de fotografias (ver caixa de comentários)

24.1.10

Casario de Aveiro

Não sei se foi a capela de S. Gonçalinho que inspirou (também) uma forma particular de arquitectura no casario dos bairros de Beira-Mar e Vera Cruz. Ou se aquelas águas-furtadas apenas visavam alcançar um horizonte mais longínquo, cheio de luz e de Ria. Ou se a tradição é tão antiga que já se desconhecem as razões. Talvez a ignorância seja minha. Naquele dia, começava um novo ano. Boa razão para tirar os olhos do chão e olhar para cima. Descobri esta regularidade no topo do mundo de várias casas. Como um sinal de pertença.



Fotos MRF
2-01-2010

27.10.09

Ofícios #4

E desculpe lá, que o pão com chouriço estava a saber bem, mas sim senhor, saiem já dois cartões plastificados. Ora bem, é Domingo, é mais caro, mas como são dois faço um desconto.
- Obrigada, caro senhor!