14.3.09

Percursos com História


Sábado, 14 de Março: A CIDADE EMERGENTE [SÉC. XVII-XVIII]

Percursos temáticos em que se explora a percepção da comunidade numa perspectiva dinâmica e evolutiva da paisagem histórica de Aveiro.
Esta iniciativa dá vida ao conceito de museu polinucleado que tem na cidade continuidade do próprio espólio museológico do Museu da Cidade de Aveiro.

Próximos Percursos:
A Villa de Aveiro [até ao século XVII]: 09 de Maio; 12 de Setembro
A Cidade Emergente [até ao século XVIII]: 13 de Junho; 10 Outubro
A Cidade Contemporânea [séc. XIX-XX]: 18 Abril; 11 Julho; 14 Novembro

Público-alvo: Público em Geral
Orientador: Dr. Amaro Neves
Local de encontro: Praça da República, junto ao Monumento a José Estêvão
Horário: 11h00 – 13h00
Número Máximo de participantes por percurso: 30
Sujeito a inscrição prévia: museucidade@cm-aveiro.pt 234 406 485



[Imagens: Convento de Jesus e igreja de S. Domingos.1915.1905]


P.S.: Uma exposição de fotografia de Aveiro Antigo poderá ser visitada de 7 de Março a 5 de Abril, de Terça a Domingo, das 14.00 às 19.00 horas, na Galeria dos Paços do Concelho. Tem entrada livre.

12.3.09

Era uma vez em Aveiro

Eu sou Nabonidus, Rei da Babilónia (...) num dia favorável para o meu reinado, o deus Shamash lembrou-se da sua antiga casa, e foi a mim, Rei Nabonidus, quem ele encarregou da tarefa de restaurar o templo e de refazer a sua casa...”.

Este texto de Nabonidus, do século VI A.C., testemunha um desejo humano ancestral: o de conservar e restaurar a história das sociedades e da sua cultura. Contudo, a intenção deliberada de conservar, revelada pelo Rei, não era inocente. As suas motivações eram de ordem religiosa, mas também políticas. Passados mais de dois mil anos, o que nos leva a querer conservar e restaurar o nosso património? O fervor religioso (ainda...), interesses políticos (num sentido muito amplo), económicos, a vontade de educar, a busca da história- identidade de um povo ou região, a aspiração ao belo. Não estamos assim tão distantes do Rei da Babilónia!

Infelizmente, também muito cedo na história da humanidade, aconteceram actos de destruição do património. Na sua origem: o fanatismo religioso, o activismo político, as guerras, o mercantilismo, a ignorância, a negligência, a desvalorização ou rejeição do passado, ou apenas um desejo de ampliar, de refazer, de recriar livremente.

A consciência da importância do nosso património e da necessidade de o conservar, pelo que representa em termos de memória colectiva e pelas suas qualidades intrínsecas, amadureceu a partir do século XIX, quando a curiosidade pelo passado se transformou em História. Surgiram os debates, acesas polémicas, em torno dos conceitos de restauração e conservação, que, à época, foram colocados em campos opostos. O arquitecto Eugène Viollet-le-Duc, um dos primeiros teóricos da preservação do património histórico, afirmava em 1886 que restaurar um edifício não era preservá-lo, repará-lo ou reconstruí-lo; restaurar significava recriar a forma na sua totalidade, pelo que o resultado seria algo que forçosamente nunca existira antes. A crítica veio de Inglaterra. Membros da famosa Irmandade Pré-Rafaelita, amantes do medievalismo, os românticos John Ruskin e Willian Morris, consideravam que restaurar era reduzir o trabalho original a nada. Segundo Ruskin, «... a maior glória de um monumento não é as suas pedras, nem o seu ouro. A sua glória está na sua Idade».

Os pressupostos modernos da conservação do património fusionam os princípios essenciais destas duas correntes oitocentistas. Aceita-se a restauração como operação legítima, desde que não falsifique a evidência. No século XX, o desenvolvimento destas ideias traduziu-se na produção de vários instrumentos internacionais orientadores dos trabalhos de conservação do património. A Carta de Atenas (1931) constitui a primeira tentativa de fixação de princípios éticos a nível internacional. Estabelece a necessidade de criar medidas legais de protecção do património, a primazia da conservação face à restauração, o respeito pela integridade dos monumentos e pelas contribuições de idades diferentes, a necessidade de documentação. Estes princípios foram reafirmados na Carta de Veneza (1964) e, em 1972, a Convenção para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural, foi adoptada na Conferência Geral das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Actualmente, mais de 160 países ratificaram essa Convenção. Portugal aderiu em 1979. Podemos ler no sítio do IPPAR que promover uma ética de conservação do património «é, sem dúvida, um grande desafio, particularmente numa época onde a globalização económica conduz todas as nações a perseguir um desenvolvimento acelerado, por vezes pouco preocupado com as consequências para o futuro

É com esta declaração que regresso a Aveiro. No decorrer das obras de ampliação e «requalificação» do Museu de Aveiro iniciadas em 2006, foi noticiada a descoberta de construções antigas, estruturas do antigo Convento de Jesus, e de “milhares de peças” (agência Lusa). Um técnico da Mythica, empresa de arqueologia que acompanhou a obra, informava que estava a ser feita «a exploração de duas valas próximas da antiga cozinha do Convento de Jesus, de onde tem saído grande quantidade de faiança do século XII e posterior, como taças, tigelas, formas e mesmo fragmentos de vidro». Na mesma altura, a Directora do Museu adiantou ao DA que «foi feita a escavação, registada por métodos fotográficos e desenho» e que seriam feitos apenas «pequenos ajustes» ao projecto inicial do arquitecto Alcino Soutinho, algo «totalmente consensual entre todos os interessados». No dia 5 de Março, em resposta a um post que escrevi relatando as minhas impressões da visita ao Museu «requalificado» (nos blogues Divas & Contrabaixos e Quarto Com Vista para a Cidade de Aveiro), a Dra. Ana Margarida Ferreira confirmou que «as estruturas arqueológicas estão documentadas e enterradas, o espólio está acautelado». Os critérios que foram tomados em consideração para a prossecução normal dos trabalhos, os «pequenos ajustes» ao projecto que as descobertas arqueológicas eventualmente produziram, a documentação produzida, a quantidade e caracterização do espólio recolhido, são dados a que os cidadãos, nesta era da informação e do conhecimento, não têm acesso. E o Museu reabriu sem nenhuma exposição que desse conta das escavações e descobertas arqueológicas!

Centremo-nos agora no edifício que alberga o Museu de Aveiro. É classificado Monumento Nacional em 1910, ainda antes da fundação do então designado Museu Regional de Aveiro (1911). Afirmar que o Convento de Jesus integra o espaço museológico é redutor. O valor do património que foi agora «requalificado» deriva das origens, história e arquitectura conventuais. Qualquer intervenção no Museu deveria assim ser concebida tendo em conta a totalidade do espaço histórico, nunca esquecendo a sua natureza especifica e original. O projecto do arquitecto Alcino Soutinho conseguiu o inimaginável: nas salas onde estão expostas as colecções dedicadas à Princesa Santa Joana e as de arte sacra, o visitante esquece-se que está num espaço conventual! Nos anos 30 foram demolidas paredes de celas para criação de salões de exposição. O princípio ético da intervenção minimamente invasiva em monumentos com valor histórico ainda não tinha sido ratificado. Mas o projecto actual removeu as paredes que restavam, destruiu por completo a antiga entrada do Museu, rasgou uma ponte de betão no interior do convento, fechou as portas do claustro alto,... e mais não sei porque uma parte do museu está ainda vedada ao público. Naturalmente, o Museu merecerá sempre a nossa visita. A Igreja de Jesus, a capela-mor, o coro baixo e o coro alto, os túmulos de Santa Joana, do Duque de Aveiro e de João Albuquerque, as colecções de pintura, escultura, talha, azulejaria, ourivesaria, joalharia, paramentaria, cerâmica (essencialmente de índole religiosa) são tesouros que têm um valor universal. Mas estranho. Estranho a aprovação deste projecto. Estranho que a belíssima Botica conventual não possa mais voltar ao espaço que anteriormente ocupava ou a qualquer outro, dadas as suas dimensões e a filosofia de descontextualização das peças dos seus ambientes. Estranho que um investimento de cinco milhões de euros, valor estimado da obra (sendo a comparticipação comunitária de metade), não abranja o restauro do claustro e sua azulejaria. Estranho que a necessidade objectiva de construção de um corpo novo, destinado a sala de exposições temporárias e reservas, biblioteca e laboratórios de conservação, gabinetes, auditório e café, tenha levado a uma excessiva relativização do valor histórico deste Monumento Nacional. O fantasma da paralisação do futuro dominou a vontade ancestral de preservar o passado. «É preciso ver a cultura como um factor de desenvolvimento», afirmou a secretária de Estado da Cultura no dia da reabertura do Museu de Aveiro (18-12-2008). Sei que a forma como olhamos para uma obra é subjectiva. Eu penso que o Museu perdeu memória. John Ruskin diria que houve «profanação». Que importa! Venham os novos projectos, as novas actividades, as exposições temporárias! Porque público é preciso! Cidadãos é que nem tanto...


... ou não! Na declaração já referida, a Dra. Ana Margarida Ferreira declarou ser «completamente adepta da discussão pública dos assuntos de interesse público» e disponibilizou-se para «discutir conceitos e opções de intervenção em museus e monumentos». Dado a sua incontestável competência e determinação, a questão dos achados arqueológicos não estará pois perdida. Relativamente ao projecto arquitectónico de Alcino Soutinho, mesmo que pareça tarde demais discuti-lo, não o é de facto. Seria da máxima importância que gerasse uma reflexão pública, envolvendo especialistas e o público em geral. O Museu de Aveiro é de todos nós! Não devemos abster-nos de fruir desse espaço e de exigirmos o respeito pela Idade das suas pedras.

P.S.: O título deste artigo é também uma alusão ao site do Museu de Aveiro - http://www.eraumavezemaveiro.com/


Maria do Rosário Fardilha
DIÁRIO DE AVEIRO, 12 de Março de 2009



Ver ainda artigo de João Peixinho no DA de hoje.

11.3.09

Visita ao Museu de Aveiro

CONVITE


DIA 19 DE MARÇO, ÀS 14H30, TODAS AS PESSOAS INTERESSADAS EM APRECIAR E DEBATER A «REQUALIFICAÇÃO» A QUE O MUSEU DE AVEIRO FOI SUJEITO, TERÃO A POSSIBILIDADE DE O FAZER NA COMPANHIA DA SUA DIRECTORA, DRA. ANA MARGARIDA FERREIRA, A QUEM AGRADECEMOS A DISPONIBILIDADE E A ATITUDE DE FRANCA ABERTURA.

5.3.09

Sobre os pontos enunciados pela Directora do Museu de Aveiro

Agradeço os esclarecimentos da Dra. Ana Margarida Ferreira mas, se me permitem, volto a questionar alguns dos pontos enunciados.

1. As estruturas arqueológicas estão documentadas e enterradas, o espólio está acautelado.

Quem tomou a decisão de voltar a enterrar «as estruturas arqueológicas»? Por que não foi o projecto de arquitectura reajustado às descobertas que as obras revelaram? Poderá o público ter acesso a essa documentação? O que compreende o «espólio» que foi acautelado?

2. O chão de ladrilho da portaria foi colocado no século XX. Temos a factura da sua compra.

Peço desculpa pela falta de qualidade das fotografias mas confirma que esta entrada foi completamente destruída, nomeadamente o balcão do andar superior e a perspectiva do espaço e do tecto em talha dourada que este oferecia ao visitante, bem como a escadaria de acesso ao primeiro andar?

3. Os painéis de azulejo foram lá colocados na direcção do Dr. Alberto Souto; foram removidos na direcção da Dr.ª Maria Lobato e estão desmontados. Não estão em exposição (estranho muito a afirmação da autora).

Referimo-nos à sala que aqui é apresentada? Lamento se fui imprecisa, confundi certamente estes painéis com outras peças da exposição. O Museu de Aveiro não vai expor os sete painéis de azulejos recortados da primeira metade de setecentos?


4. As portas em torno do claustro superior continuam a ser portas.

As portas foram transformadas em janelas (com a dimensão das anteriores portas). Quem percorrer o claustro alto, já não pode entrar em nenhuma "porta". Na verdade, as novas janelas, tapadas com persianas para evitar a luz directa sobre as peças de colecção, escondem a vista sobre o claustro alto. É incorrecta esta afirmação?

5. O pavimento das salas do primeiro andar sempre foi de soalho de madeira.

Lamento a imprecisão, sou apenas uma visitante interessada do Museu há muitos anos. Referia-me ao piso que é visível na imagem seguinte. De resto, presumo que também esta sala já não exista, ou estou enganada?


6. Os azulejos do poço foram levantados e guardados; eram uma decoração aplicada a cimento, em data incerta, seguramente do século XX adiantado. O pavimento nunca foi de mosaico; foi de seixo rolado, conforme documentaram as escavações arqueológicas.

Obrigada pela precisão. Mas o seixo rolado configurava formas geométricas, não é verdade? Relativamente ao poço, é mais rico e interessante mantê-lo em cimento bruto? As colunas deste segundo claustro foram rodeadas ou não por uma estrutura metálica e envidraçada?


[As imagens apresentadas pertencem ao Caderno do Público - Museus de Portugal X - Museu de Aveiro, s.d.]

Resposta de Ana Margarida Ferreira, Directora do Museu de Aveiro

Sou completamente adepta da discussão pública dos assuntos de interesse público. O Museu de Aveiro, as suas obras e as suas actividades são assunto de interesse público. Mas antes de entrarmos na discussão pública é preciso por os pontos nos iis. Para já ficam os seguintes esclarecimentos:
1. As estruturas arqueológicas estão documentadas e enterradas, o espólio está acautelado.
2. O chão de ladrilho da portaria foi colocado no século XX. Temos a factura da sua compra.
3. Os painéis de azulejo foram lá colocados na direcção do Dr. Alberto Souto; foram removidos na direcção da Dr.ª Maria Lobato e estão desmontados. Não estão em exposição (estranho muito a afirmação da autora).
4. As portas em torno do claustro superior continuam a ser portas.
5. O pavimento das salas do primeiro andar sempre foi de soalho de madeira.
6. Os azulejos do poço foram levantados e guardados; eram uma decoração aplicada a cimento, em data incerta, seguramente do século XX adiantado. O pavimento nunca foi de mosaico; foi de seixo rolado, conforme documentaram as escavações arqueológicas.
Dito isto, estou disponivel para discutir conceitos e opções de intervenção em museus e monumentos.


Ana Margarida Ferreira
Directora do Museu de Aveiro

4.3.09

Desconserto no Museu de Aveiro


As obras de ampliação e requalificação do Museu de Aveiro deram que falar mas nunca se falou o suficiente. No decorrer das obras, face a descobertas de interesse arqueológico, dominou o silêncio. E é este que continua a dominar: onde estão «os vestígios de estruturas antigas»? O Museu reabriu, as obras estão praticamente finalizadas. Parece que todos preferem festejar e não questionar o que se fez com 5.080.669,00 euros, valor estimado da obra (sendo a comparticipação comunitária de metade). O projecto tem a autoria do arquitecto Alcino Soutinho. A fiscalização esteve a cargo da delegação de Coimbra da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Mas, na minha simples opinião, o museu foi alvo de um atentado!

Antes das obras, a entrada do museu, em chão de mosaico antigo, de barro escuro, dividia o espaço branco das paredes por sete painéis de azulejos recortados, da primeira metade de setecentos, ali instalados depois de terem sido retirados da antiga Sé ou Recolhimento de S. Bernardino. ESTE ESPAÇO FOI DESTRUÍDO. OS PAINÉIS ESTÃO EXPOSTOS DE FORMA ALINHADA NUMA DAS NOVAS SALAS DE EXPOSIÇÃO.

As várias salas, organizadas agora segundo os períodos convencionais da história de arte, são frias, não passam de mostruários de arte sacra. AS PEÇAS FORAM DESCONTEXTUALIZADAS. Torna-se mais prático digitalizar o espaço e fazer uma visita virtual!

O Claustro. No centro, o chafariz entre degraus e bancadas revestidas de azulejos de figura azuis e brancos da primeira metade do século XVIII. NÃO FORAM RESTAURADOS.
À volta do claustro, as salas sucedem-se. A maior guardava o túmulo de João Albuquerque e sua mulher D. Helena Pereira, inicialmente feito para ser colocado numa capela da Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia (actual Sé), da qual tinha o padroado. A sua vinda para o museu deu-se em 1945. EI-LO, ACTUALMENTE:

O que aconteceu às outras salas, não sabemos. O espaço ainda está vedado ao público. Temo pela «requalificação» das capelas de S. Simão, de S. João Batista, de S. João Evangelista, do Refeitório.

O acesso ao Claustro alto também está vedado. Mas uma mudança sobressai: AS PORTAS AO LONGO DA VARANDA FORAM TRANSFORMADAS EM JANELAS.

Antes das obras de «requalificação», saíamos do coro alto ao encontro dos testemunhos da vida da Beata Joana. Três pequenas divisões, abertas do lado do coração. Mantiveram essas salas. Mas O PAVIMENTO EM MÁRMORE FOI SUBSTITUÍDO POR UM MODERNO SOALHO DE MADEIRA E O SEU NOVO ENQUADRAMENTO DESTRUIU POR COMPLETO O AMBIENTE CONVENTUAL QUE DIFERENCIAVA ESTE MUSEU DE QUALQUER OUTRO. A OPÇÃO FOI A DE DEITAR PAREDES ABAIXO E ERGUER UMA SÉRIE SALAS DE EXPOSIÇÃO. Não há permissão para fotografar as salas (restrição que é cada vez mais exclusiva deste país). Centremo-nos apenas nesta nova entrada para o segundo piso:



Parece-me insano rasgar o espaço do convento com esta ponte de betão e metal. Mas enfim, é apenas a minha opinião.

A mística do museu, os pequenos detalhes, diluiram-se nestas novas linhas de modernidade acéfala. A ruptura com as suas origens é irremediável. A casa mandada erguer por D. Brites Leitão foi fulminada. O convento que D. Afonso V e sua corte lançaram após a bula papal de Pio II em 1461 perdeu a alma. É desesperante o que fizeram ao segundo claustro! O chão foi todo levantado (o que fizeram aos mosaicos antigos?), substituído por pequenos seixos elegantes. O poço passou a estrutura acimentada, bastante grosseira (o que fizeram dos azulejos?). O passeio envolvente está coberto por uma estrutura metálica, tipo marquise!!! É preciso ver e rever para acreditar! Enfim, foi o que me aconteceu, mas devo ter sido a única...
Quanto à Igreja do Convento de Jesus, não foi tocada. Felizmente, a parte mais antiga da construção, quatrocentista, estava fora do projecto!

Não adianta muito, ou nada, expressar esta opinião. Deve ser por isso que ninguém fala, como eu falo, e repito, de atentado a um Monumento Nacional. Autarquias, Secretarias de Estado, continuem no bom caminho! O povo não é quem ordena!

12.2.09

Reflexos

Bairro da Beira-Mar, que fica à beira-ria
Aveiro 10-02-09

Esta é para ele ;)

30.1.09

Suis terras in Alauario et Salinas

Rua João Mendonça
O Museu da Cidade tem na sua exposição recém inaugurada, BI Aveiro, o Livro de Mumadona do século X [959], o Livro de Místicos e a Bula de Clemente XIV, entre muitas outras preciosidades. Estes documentos estão no Museu só até dia 8 de Fevereiro!

25.1.09

Sessão Evocativa Oficial dos 1050 anos da primeira referência escrita a Aveiro

A Câmara Municipal de Aveiro tem a honra de convidar V.Ex.a para assistir, no dia 26 de Janeiro de 2009, aos seguintes eventos:

16h00 – Sessão Evocativa Oficial dos 1050 anos da primeira referência escrita a Aveiro. Edifício sede da Assembleia Municipal (antiga Capitania de Aveiro). Alocução histórica pela Professora Doutora Maria Helena da Cruz Coelho.

17h15 – Inauguração da exposição “Dos artefactos à escrita”.
Na galeria do edifício sede da Assembleia Municipal (antiga Capitania de Aveiro). Apresentada pelos Comissários: Eng.º Paulo Morgado e Dra. Sónia Filipe.

17h30 – Inauguração da exposição “BI Aveiro (959 – 2009)”. Museu da Cidade. Apresentada pelas comissárias: Professora Doutora Maria Helena da Cruz Coelho e Professora Doutora Maria José Azevedo Santos.

18h30 – Sessão de agradecimento aos antigos e actuais Autarcas de Freguesia do Concelho de Aveiro. Salão Nobre dos Paços do Concelho.


Imagem daqui


"No documento de doação testamentária efectuada pela condessa Mumadona Dias ao mosteiro de Guimarães, em 26 de Janeiro de 959, consta a referência a "Suis terras in Alauario et Salinas", sendo esta a mais antiga forma que se conhece do topónimo Aveiro.
No século XIII, Aveiro foi elevada à categoria de vila, desenvolvendo-se a povoação à volta da igreja principal, consagrada a S. Miguel e situada onde é, hoje, a Praça da República, vindo esse templo a ser demolido em 1835.
Mais tarde, D. João I, a conselho de seu filho, Infante D. Pedro, que, na altura, era donatário de Aveiro, mandou rodeá-la de muralhas que, já no século XIX, foram demolidas, sendo parte das pedras utilizada na construçào dos molhes da barra nova.
Em 1434, D. Duarte concedeu à vila privilégio de realizar uma feira franca anual que chegou aos nossos dias e é conhecida por Feira de Março.
Em 1472, a filha de Afonso V, Infanta D. Joana, entrou no Convento de Jesus, onde viria a falecer, em 12 de Maio de 1490, efeméride recordada actualmente, no feriado municipal. A estada da filha do Rei teve importantes repercussões para Aveiro, chamando a atenção para a vila e favorecendo o seu desenvolvimento.
O primeiro foral conhecido de Aveiro é manuelino e data de 4 de Agosto de 1515, constando do Livro de Leituras Novas de Forais da Estremadura.
A magnífica situação geográfica propiciou, desde muito cedo, a fixação da população, sendo a salinagem, as pescas e o comércio marítimo factores determinantes de desenvolvimento.
Em finais do século XVI, princípios do XVII, a instabilidade da vital comunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo a utilização do porto e criando condições de insalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causas estas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes - muitos dos quais emigraram, criando póvoas piscatórias ao longo da costa portuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grande crise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase de recessão que se construiu, em plena dominação filípina, um dos mais notáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.
Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de ter condenado, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em 1547, por D. João III.
Em 1774, a pedido de D. José, o papa Clemente XIV instituiu uma nova diocese, com sede em Aveiro.
No século XIX, destaca-se a activa participação de aveirenses nas Lutas Liberais e a personalidade de José Estêvão Coelho de Magalhães, parlamentar que desempenhou um papel determinante no que respeita à fixação da actual barra e no desenvolvimento dos transportes, muito especialmente, a passagem da linha de caminho de ferro Lisboa-Porto, obras estas de capital importância para o desenvolvimento da cidade, permitindo-lhe ocupar, hoje em dia lugar de topo no contexto económico nacional."

BIBLIOGRAFIA: "DIAS, Diamantino, Revista AVEIRO, Câmara Municipal de Aveiro, pp. 8, 2ª Edição, Julho de 1997."

22.1.09

Celebrar Aveiro


A cidade de Aveiro encontra-se a comemorar, em 2009, os seus 250 anos, coincidindo a data com o Ano Europeu da Inovação e Criatividade.

Tendo em conta que estas comemorações podem ser uma excelente oportunidade para Aveiro celebrar o seu passado e a sua identidade, projectar-se no contexto regional e nacional e afirmar a cultura e criatividade como factores de desenvolvimento e de competitividade urbana, um conjunto de cidadãos entendeu lançar um desafio à comunidade aveirense.

Esse desafio visa estimular os cidadãos e os agentes culturais, sociais e económicos da cidade a organizarem-se para promover um conjunto actividades que valorizem o
programa oficial das comemorações. Pretende-se com esta iniciativa promover os jovens artistas e criativos de Aveiro (do sector da cultura, arte, design, tecnologias,...), dinamizar formas de expressão que privilegiem a animação dos espaços públicos da cidade e estimular a participação dos cidadãos em intervenções criativas nas suas unidades de vizinhaça (ruas, bairros,...).

Nesse sentido, vimos por este meio convidá-los a participar numa reunião pública a realizar no próximo dia 22 Janeiro (quinta-feira), pelas 21h, no Salão Nobre da Associação Comercial de Aveiro, com o objectivo de discutir o programa de actividades a desenvolver no âmbito deste desafio, a que designámos - projecto "250 anos de Aveiro, uma ideia para o futuro".

Por razões de ordem logística, agradecemos a confirmação da vossa presença para o email amigosdavenida@gmail.com .

24.12.08

23.12.08

Da Torre dos Paços do Concelho


A Torre, cujos sinos nos vão indicando as horas...

Ângulo invertido da Praça da República...

Depois de subir as escadas...


Fotografando em círculo...



Zoom - Igreja da Misericórdia

Completando os 360 graus...


29.11.08

Momento Pub #2


Cais da Fonte Nova. Vista para Centro Cultural e de Congressos (antiga fábrica Jerónimo Campos)